
A operação assistida das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade do sistema ferroviário metropolitano de São Paulo terá início em 21 de julho, marcando uma nova etapa na concessão dos serviços. A partir da data, a operação das linhas passará a ser realizada pela nova concessionária, a Trivia Trens. Desde 21 de maio, está em vigor a fase chamada prática operacional supervisionada, ou seja, a concessionária atua diretamente na operação de trens e estações, mas a responsabilidade segue sendo da CPTM.
O novo ciclo prevê, em 25 anos, R$ 14,3 bilhões em investimentos e modernização da infraestrutura, ampliação da rede com oito novas estações, e aumento da capacidade operacional em até 238%, com foco na melhoria gradual do serviço prestado aos passageiros.
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As três linhas somam atualmente 102 quilômetros de extensão e deverão transportar cerca de 1,3 milhão de passageiros por dia útil até 2040. O projeto prevê mais de 22 quilômetros de expansão da rede, implantação de oito novas estações, reformas e reconstruções de estruturas existentes, com a utilização de 163 máquinas e equipamentos de manutenção para a renovação de mais de 173 km de trilhos e dormentes e renovação da base de pedra brita dos três ramais, além de investimentos em sinalização, sistemas ferroviários, rede aérea e equipamentos operacionais.
Quatro estações serão reconstruídas (Jundiapeba, Mogi das Cruzes, Estudantes e Itaquaquecetuba), três serão ampliadas (Brás, Guaianases e Braz Cubas) e as estruturas existentes serão reformadas. Também estão previstos reforços nos sistemas operacionais e modernizações nos complexos ferroviários da Luz e Engenheiro São Paulo.
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Além das obras estruturais previstas para os próximos anos, parte das intervenções foi iniciada em janeiro deste ano. Segundo o cronograma do projeto, trabalhos estão em andamento em 23 das 29 estações existentes, com melhorias de acessibilidade, iluminação, segurança e preparação da infraestrutura para a nova fase operacional.
Na Linha 11-Coral, os investimentos previstos chegam a R$ 6,7 bilhões e incluem a reforma de 11 estações, a reconstrução das estações Jundiapeba, Mogi das Cruzes e Estudantes, e a construção de três novas estações: Bom Retiro, Lajeado e César de Souza. A linha também terá a eliminação das passagens de nível existentes, substituídas por passarelas, viadutos rodoviários ou passagens inferiores, que permitem travessias mais rápidas, práticas e seguras. A expectativa é aumentar a média diária de passageiros de 525 mil para 690 mil até 2040, crescimento de 31%. Após a conclusão dos investimentos, a previsão é de circulação de trens a cada três minutos entre Barra Funda e Suzano e a cada seis minutos entre Suzano e César de Souza.
Na Linha 12-Safira, estão previstos R$ 2,9 bilhões em investimentos, incluindo reformas em seis estações, reconstrução da estação Itaquaquecetuba, implantação da nova estação Cangaíba e novas integrações com as linhas 11 e 13. A demanda média diária deverá passar de 250 mil passageiros para 400 mil até 2040, aumento de 60%. A frequência prevista, após as melhorias, será de aproximadamente 3,25 minutos até Itaquaquecetuba e de 6,5 minutos até Suzano.
Já a Linha 13-Jade e o serviço Expresso Aeroporto receberão R$ 4,5 bilhões em investimentos. O plano prevê reforma das estações Engenheiro Goulart, Guarulhos-CECAP e Aeroporto-Guarulhos, além da implantação de quatro novas estações: Jardim dos Eucaliptos, São João, Presidente Dutra e Bonsucesso. A expectativa é que a média diária de passageiros cresça de 76 mil para 257 mil até 2040, aumento de 238%. A frequência prevista é de trens a cada dez minutos na Linha 13 e viagens do Expresso Aeroporto entre 30 e 60 minutos.
Cronograma da transição
O contrato de concessão entrou em vigor em julho de 2025, dando início à fase pré-operacional. Durante esse período, a CPTM permaneceu responsável pela operação das linhas enquanto ocorria a preparação técnica e operacional para a transição.
Desde 21 de maio, está em vigor a fase denominada prática operacional supervisionada. Nesta etapa, a concessionária Trivia Trens passa a atuar diretamente na operação de trens e estações, iniciando a transição operacional das linhas, ainda sob responsabilidade da CPTM. Essa fase integra o período pré-operacional previsto em contrato e ocorre ao longo de 60 dias, durante os quais a concessionária assume progressivamente atividades operacionais e de gestão, com acompanhamento técnico.
A partir de 21 de julho, a concessão entra em uma nova etapa, com a assunção integral, pela Trivia Trens, das responsabilidades pela operação, manutenção e gestão das linhas, conforme previsto no contrato. A CPTM manterá funcionários de seu quadro atuando nas linhas, com ressarcimento financeiro feito pela concessionária, por um período de até 180 dias, podendo ser renovado se a concessionária tiver interesse, conforme previsto no contrato de concessão.
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