A programação tem início às 8h com o hasteamento do Pavilhão Nacional pela Escola Superior de Soldados (ESSd). Na sequência, o evento segue com a transmissão do comando do Exército Constitucionalista e os ritos de homenagem aos combatentes, que incluem o sepultamento simbólico e as honras fúnebres. Em seguida, a Sociedade Veteranos de 32 (MMDC) entrega medalhas aos homenageados.
O evento será encerrado com o desfile cívico-militar, realizado entre 10h30 e 11h30, que reúne integrantes das Forças Armadas, das forças de segurança pública, entidades civis e representantes de instituições ligadas à preservação da memória do levante.
O monumento Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista homenageia homens e mulheres que participaram do movimento em defesa da convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte e da elaboração de uma nova Constituição para o Brasil, que, à época, era governado por Getúlio Vargas em caráter provisório. O mausoléu abriga os restos mortais de combatentes e é palco das homenagens realizadas anualmente em memória do movimento.
O episódio de 23 de maio é considerado um dos principais estopins para o início da Revolução Constitucionalista, deflagrada em 9 de julho de 1932. Os combates se estenderam até outubro daquele ano e envolveram milhares de voluntários civis e integrantes da então Força Pública, instituição que deu origem à atual Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Embora derrotado militarmente, o movimento contribuiu para acelerar o processo de constitucionalização do país. Em 1933, foi instalada a Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da Constituição promulgada em 1934.
O dia 9 de julho é a data magna do Estado de São Paulo e relembra um dos principais acontecimentos da história paulista, preservando a memória dos homens e mulheres que participaram da Revolução Constitucionalista de 1932.
Em 23 de maio de 1932, quatro jovens estudantes morreram durante uma manifestação contra o governo provisório, na região central da capital paulista.
Os sobrenomes de Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade deram origem ao acrônimo MMDC, símbolo da mobilização constitucionalista. Posteriormente, a sigla também passou a identificar a organização civil responsável pelo recrutamento de voluntários e pela mobilização de recursos durante o movimento.
As mortes provocaram forte comoção em São Paulo e ampliaram a mobilização em torno da causa constitucionalista.
Avenida Pedro Álvares Cabral, em frente ao Obelisco Mausoléu ao Soldado Constitucionalista, Parque Ibirapuera, na Zona Sul da capital paulista, a partir das 8h.
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