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Polícia Abandono de incapaz

Polícia Científica nega suicídio ou homicídio no caso de garota que caiu do 12º andar

Para peritos, a morte de Rafaela Lozzardo, que caiu do 12º andar do prédio onde estava com o pai, pode ser enquadrado em abandono de incapaz ou ainda queda acidental. Ela foi deixada sozinha, segundo o pai, enquanto dormindo

30/07/2022 às 07h28 Atualizada em 30/07/2022 às 07h42
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
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Rafaella caiu do 12º andar do edifício onde estava com seu pai, em Praia Grande.Foto:G1
Rafaella caiu do 12º andar do edifício onde estava com seu pai, em Praia Grande.Foto:G1

Para a Polícia Científica, no caso da pequena Rafaela Lozzardo, de apenas 6 anos, que morreu ao cair do 12º andar de um edifício em Praia Grande, litoral sul de São Paulo, não foi suicídio e nem homicídio. A investigação foca em “abandono de incapaz” pelo pai ou queda acidental. A tragédia foi no dia 11 de junho deste ano. A criança, que dormia, foi deixada sozinha no apartamento enquanto o pai foi levar a namorada em sua casa. 

 

Os peritos mencionam nos laudos que o corpo da menina não apresentava sinais de defesa, e que não há indícios de que tenha sido movido após a queda.Ainda de acordo com a apuração pericial há o registro de que o imóvel do pai de Rafaella não apresentava evidências de arrombamento, "nem indícios de busca por objeto, documento ou dinheiro".

 

Os peritos mencionam que a vítima sofreu uma "precipitação na varanda", ou seja, caiu pelo espaço "formado pela janela, próximo à pia da área gourmet".

 

Outro detalhe que os peritos apontam é que não foram encontrados vestígios de "plataformas", como bancos, que poderiam ter sido usados para alcançar o parapeito que, de acordo com o laudo, estava "úmido e possivelmente escorregadio" no momento da análise da polícia. Não foi possível concluir, no entanto, se estava dessa forma durante o ocorrido.

 

Até agora, segundo policiais do 2º Distrito da cidade, pelo menos 7 pessoas já foram ouvidas no inquérito instaurado. Ainda não houve o indiciamento de ninguém.

 

ABANDONO – O Ministério Público (MP) aguarda os laudos e imagens de câmeras de segurança do condomínio. Depois de receber o material, ele vai decidir sobre o enquadramento que o caso requer. A denúncia por abandono de incapaz pode ser uma das medidas. Neste caso o pai da menina seria processado pelo abandono de Rafaella. Se isto acontecer, ele pode ser condenado. Neste caso, segundo juristas ouvidos pelo BOM DIA, pode caber até o caso de abandono “qualificado” de incapaz.  Esta modalidade prevê pena que vai de 4 a 12 anos reclusão.

 

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