
Dois comerciantes, sendo uma mulher de 29 anos e um homem, de 32, foram presos em flagrante vendendo produtos com data de validade alterada ou vencidos, sendo, portanto, impróprios para o consumo. As prisões foram feitas durante operação da Polícia Civil. Eles lucravam até 200% com a venda desses alimentos.
As prisões foram feitas uma operação da Polícia Civil em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo. Segundo policiais, foram encontradas diversas caixas com alimentos mofados, estragados e com adulteração dos prazos de validade.
Os policiais encontraram uma caixa lotada com bolachas sem a data de validade que seriam remarcadas para venda, produtos vencidos sendo separados e diversas caixas de cereal infantil fora do prazo de validade.
As investigações apontam alguns comerciantes que conseguem atingir lucros de até 200%. Eles compram produtos vencidos por valores baixos vendem por preços normais ou em falsas promoções.
Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém com apoio do 2° Distrito Policial (DP) do município e o DP Sede de Mongaguá, cumpriram mandados de busca e apreensão em seis endereços - três estabelecimentos comerciais e outros três em residências, na última sexta,14.
Segundo a Polícia Civil, na residência de um dos investigados foi apreendida uma máquina usada para remarcar os produtos alimentícios, manobra usada para burlar o prazo de validade. As investigações apontaram que grande parte dos produtos já eram comprados vencidos e, posteriormente, as datas eram remarcadas.
Durante a fiscalização, dois comércios foram interditados pela Vigilância Sanitária de Mongaguá por apresentarem irregularidades administrativas. Diversas embalagens em desacordo com as normas foram apreendidas. A Polícia Civil aguarda o resultado dos laudos periciais.
Segundo a Polícia, as investigações prosseguem na região. Outros estabelecimentos, que despertam suspeitas sobre a compra de produtos vencidos a baixo custo, e que obtêm até 200% de lucros com revendas serão vistoriados.
Os presos eram responsáveis por estabelecimentos distintos, mas foram liberados após o pagamento de fiança arbitrada pelo delegado. A Polícia Civil informou, ainda, que eles serão indiciados.
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