
Com a anulação das provas obtidas "ilegalmente" pela Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente do Santos FC que, também, é investigador da Polícia Civil, Orlando Rollo, a 5ª Vara Criminal de Santos, litoral sul de São Paulo, mandou s o policial e outras três pessoas presas pelo mesmo caso. Rollo é acusado pela PF de relações om o tráfico internacional de drogas. As provas que os agentes conseguiram estavam em telefones para os quais não havia nenhuma decisão de quebra do sigilo.
Rollo estava preso desde novembro de 2022 suspeito de negociar cargas de cocaína apreendidas em ações policiais com a maior facção criminosa do país. O celular de outro investigado, em que estavam as provas, teria sido apreendido de maneira irregular pela Polícia Federal (PF).Sem mandado judicial.
O telefone pertence ao advogado João Manoel Armôa, que seria a 'ponte' entre os traficantes e os policiais para o pagamento de propina pela liberação da droga apreendida.
"Não havia, para aquele dia, autorização judicial para busca pessoal em detrimento do doutor João [Manoel Armôa] [...]. Os agentes da lei apreenderam dois telefones [celulares] sem mandado ou pressuposto estabelecido na lei", explicou o advogado João Malavasi, em entrevista à TV Tribuna (Globo-Santos).
TRF LIBERA - O Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região, de São Paulo, ao julgar o pedido dos acusados, entendeu que a prova havia sido obtida de forma ilegal. Portanto, a prova não tem valor jurídico. Com a anulação da prova, os advogados dos envolvidos entraram com pedidos de alvará de soltura. A 5ª Vara Criminal de Santos, decidiu pela liberdade de Rollo, Armôa e outros três investigadores que estavam presos.
DESENROLANDO - O advogado Alex Ochsendorf, que representa Rollo e outros dois policiais no caso, explicou à emissora que, uma vez anuladas as provas neste processo, as informações do celular apreendido não poderão ser utilizadas novamente no futuro.
O defensor dos acusados explicou que como a prova foi obtida, ilegalmente, através dos telefones, todas as outras provas do processo "Como toda prova foi produzida através do telefone celular do advogado, todas as demais provas, por derivação, também são consideradas ilegais", comentou. "Não pode gerar nenhum tipo de efeito ou [sequer ser] reutilizada", disse.
ROLLO - Orlando Rollo nasceu em Santos, se formou em Direito, tem tecnólogo em Segurança Pública e atua como investigador da Polícia Civil de São Paulo desde 2002.
Sócio do Santos desde 1993, ele foi conselheiro do clube por sete mandatos, entre 1999 e 2014 e de 2017 e 2020. Na eleição para a presidência do Peixe de 2014, ele foi o quarto colocado. Em 2017, ele foi eleito como vice na chapa encabeçada por José Carlos Peres. Substituto de José Carlos Peres, que sofreu impeachment, ele esteve no cargo por três meses. Em janeiro, o eleito Andrés Rueda assumiu.
Na área do futebol, ele faz um MBA em Marketing Esportivo e Psicologia do Esporte, tem curso de Gestão Estratégica de Esportes pela FGV e faz o curso oficial de Gestão de Futebol da CBF Academy. Ele também tem três especializações na área de administração esportiva pela UniBF (PR).
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