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Santos, SP

Polícia JUÍZA SAI DO JOGO

Diretor de presídio quer transferir ex-cartola do Santos; MP e Justiça não opinam

Para juíza que cuida do caso, decisão sobre transferência de preso é medida administrativa; ela devolveu a "batata quente" ao diretor do presídio

20/01/2023 às 15h44 Atualizada em 20/01/2023 às 15h58
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
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Rollo oferece informação em troca de sua permanância no presídio da Polícia/Foto:g1
Rollo oferece informação em troca de sua permanância no presídio da Polícia/Foto:g1
  • A presença do ex-diretor do Santos Futebl Clube, Orlando Rollo,no presídio da Polícia Civil,em São Paulo, vem incomando o comando do presídio, que quer a remoção do preso, que também é policial civl e tem direito a ficar no local.
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  • Para  delegado diretor responsável pelo presídio da Polícia Civil em São Paulo o policial, acusado de envolvimento com o tráfico internacional de drogas corre risco, pois a segurança da unidade, uma vez que surgiram boatos sobre uma "queima de arquivo", não oferece a segurança necessária. A defesa do réu não quer a transferência.
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  • Rollo,  quando foi interrogado por promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), disse ter informações sobre o tráfico internacional de drogas e que pretende colaborar com as investigações. 
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  • Para pressionar a permanência no presídio, o policial tem oferecido infrmações sobre o tráfico."Tenho informações sobre tráfico de drogas, tráfico internacional de drogas envolvendo outras questões. Quero muito colaborar, mas como eu e meu defensor tivemos acesso ao que consta nos autos, eu prefiro permanecer em silêncio, mas estando à disposição para colaborar quando for necessário", disse Rollo.O defensor do diretor do Peixe, Alex Ochsendorf, alega que policiais que ficam em unidade prisional que não seja específica correm risco de vida. O cliente dele é suspeito de negociar cargas de cocaína apreendidas em ações policiais com a maior facção criminosa Brasil.
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  • "Não existe unidade prisional no estado de São Paulo ou no país que possa dar a segurança necessária. Porque em todas as unidades prisionais não especializadas, como o presídio da Polícia Civil ou da Polícia Militar, há pessoas ligadas ao crime", ressaltou Ochsendorf.
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  • O delegado do presídio apresentou o pedido por e-mail ao juiz da 5ª Vara Criminal de Santos. No documento, ele alega que existem "vários boatos de resgate para 'queima de arquivo", o que teria gerado "inquietação no público interno e preocupação para esta administração".
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  • Ele ressaltou, ainda, que a unidade não conta com estrutura de segurança máxima, ou seja, "sem condições de eventual enfrentamento diante de organizações criminosas com alto poder bélico", e sugere a transferência para uma "unidade prisional adequada, que ofereça a segurança que o caso requer".
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  • Decisão - Em nota, o Ministério Público informou que não se opôs ao pedido de transferência, alegando que trata-se de uma decisão administrativa, e que o diretor do presídio e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) teriam melhores condições de avaliar a necessidade da medida, resposta semelhante a decisão da Justiça de Santos da última quinta-feira (12).
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  • Na decisão, a juíza da 5ª Vara Criminal da Comarca de Santos, Luciana Cactello Chafick Miguel, diz que a transferência de presos entre estabelecimentos prisionais é uma decisão administrativa, e deve ser avaliada de acordo com a conveniência das secretarias de governo do estado "que possuem melhores condições técnicas e organizacionais para realização do ato de modo mais seguro e eficaz".
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  • Ainda segundo a decisão, a juíza afirmou que não tem condição de verificar a gravidade as ameaças de resgate, sendo a diretoria do estabelecimento prisional a autoridade competente para a decisão. "Tampouco a capacidade de defesa do estabelecimento prisional em caso de ação por parte de organização criminosa".
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  • Ochsendorf considerou a decisão da Justiça favorável e afirmou que monitorará a questão da transferência com a SSP, além de pretender a solicitação da retomada do sigilo dos autos do processo. "Porque a quebra do sigilo dos autos está colocando em risco a família, está colocando em risco os policiais e está também colocando em risco a busca da verdade real para atingir a Justiça".
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