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Polícia CRUELDADE E VINGANÇA

Empresário é acusado torturar ladrão até à morte;rapaz roubou parte de um toldo

Por fazer "justiça" com as próprias mãos, o empresário está com prisão decretada e fugiu

29/12/2022 às 16h32 Atualizada em 29/12/2022 às 17h08
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
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Policiais do DEIC de Guarujá fazem caçada ao empresário suspeito de torturar ladrão/Foto:Arquivo/Bom Dia
Policiais do DEIC de Guarujá fazem caçada ao empresário suspeito de torturar ladrão/Foto:Arquivo/Bom Dia

Acusado de torturar um rapaz até à morte, um empresário do município de Guarujá, litoral sul de São Paulo, teve sua prisão temporária decretada pela Justiça e ainda não foi preso. O motivo do crime seria o suposto furto de parte de um toldo do comércio do acusado. A vítima foi espancada com um pedaço de pau e ameaçado com uma pistola.

 

Segundo a denúncia, o empresário passou a agredir o jovem de 28m anos, não dando ouvidos aos pedidos para parar. O rapaz foi torturado até morrer. Ele teria furtado parte do toldo do comércio, no bairro Paecará, no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá.

 

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que a vítima era Roger Eduardo Vieira, conhecido como “Roginha”, que teria levado parte do toldo da loja do empresário junto com outro infrator, que ainda não foi identificado.

 

De acordo com a polícia, ao tomar conhecimento do furto, o proprietário do estabelecimento acessou o sistema de monitoramento e passou a procurar pela dupla. Uma testemunha das agressões sofridas por Roger disse aos policiais que o empresário, em companhia de um dos funcionários, foi ao barraco em que a vítima morava em duas ocasiões.

 

Eles só o encontraram na segunda tentativa, quando o empresário teria mandado o acompanhante amarrar as mãos de “Roginha” com cordas, antes de começar a dar pauladas na vítima.

 

TORTURA - A testemunha relatou, ainda, que Roger foi atingido na região do tronco pelo empresário e nos membros inferiores pelo funcionário, que ele gritava de dor, pedia desculpas e implorava para não apanhar mais.De acordo com a Polícia Civil, as agressões duraram cerca de uma hora e, ao final, ambos fugiram. A testemunha afirmou, ainda, que o empresário teria ameaçado a vítima com uma pistola durante as agressões.

 

O delegado representou pela prisão temporária do empresário, que foi acatada pela Justiça. O suspeito está foragido. Um inquérito policial foi instaurado para apurar o homicídio qualificado pela prática de tortura.

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