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5ª Expo Hip-hop celebra diversidade que vai muito além de dança e música

O espaço, na praça Palmares, também recebeu evento que homenageou Tereza de Benguela

27/07/2026 às 16h41
Por: Redaçâo Local Fonte: Prefeitura de Praia Grande - SP
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Do bairro do Bronx, na Nova Iorque da década de 70, à praça Zumbi dos Palmares, no bairro Maracanã, em Praia Grande, a 5ª Expo Hip-hop trouxe todos os elementos que marcaram a evolução deste importante movimento sociocultural na tarde do último sábado, dia 25. Realizado pela Subsecretaria de Assuntos da Juventude (Subjuve), o evento reuniu apresentações musicais e de dança no palco instalado no local, com breaking, exposições, espaço literário, feira de economia solidária, grafite, DJs e MCs, além de oficinas culturais. O balanço de público que compareceu, das 14h às 21h, foi de cerca de 3 mil pessoas.

Para o coordenador Tadeu Costa, esta edição do evento valorizou toda uma programação que envolveu múltiplas atividades que a Prefeitura promoveu no Município, a exemplo de oficinas em PICs (Programa de Integração e Cidadania), CAFEs (Centro de Apoio à Família do Educando) e programação de verão na praia. “Estamos celebrando tudo o que já aconteceu dentro desta temática na Cidade”, destacou. “E o muito que há por vir.”

Com roupas largas, cabelos longos e óculos escuros, as dançarinas Tammy Silva, de 23 anos, e Naomy Mayuki, 22 anos, compartilham a paixão por este estilo de dança. Logo que ingressou no hip-hop, Tammy, que mora em Mongaguá, mas tem aulas em Praia Grande, começou a participar de festivais e investiu em estudos. Já Naomy estava procurando uma atividade física com a qual se identificasse: “Foi por razão de saúde. Assisti a um vídeo e comecei a praticar, há 12 anos. Gostei tanto que comecei a estudar, fazer aulas e atualmente também faço faculdade”. Sobre as coreografias, elas dizem que é possível desenvolver estilos pessoais e podem ser praticadas por qualquer pessoa, independente de gênero e idade.

Aos sete anos de idade, Liz Ribeiro dos Santos desenvolve os primeiros passos de breaking. Seu pai, Rafael Silva Santos, é o MC K-Lafriu, também ativista cultural, dançarino e professor de dança (leciona para Tammy e Naomy). “Minha filha me acompanha, mas nunca pedi, ela faz porque quer. Tem a criatividade dela. Entendeu a subjetividade da dança urbana e pratica o freestyle, estilo livre, do jeitinho dela.”

 

SEM PRECONCEITO - Para K-Lafriu, a 5ª Expo ajuda a derrubar preconceitos. “Eventos assim são importantes para divulgação, para as pessoas entenderem o que é hip-hop, que muitas marginalizam por falta de conhecimento”, pontua. “Hoje tenho cerca de dois anos no grupo competitivo que viaja pelo Brasil, alunos meus que estão trabalhando na China, vivendo disso, dou aula para mais de 60 pessoas, de quatro a quarenta anos. Então, ele forma pessoas, molda caráter e personalidade.”

Criado nos Estados Unidos por jovens pretos, latinos e imigrantes jamaicanos, inclusive como forma de resistência, o hip-hop desembarcou no Brasil nos anos 80, mas ganhou força no decorrer da década de 90, com um viés mais contestador.

O movimento Hip-hop se constitui de quatro pilares: DJ (Disc Jockey), que cria as batidas e manipula sons nos toca-discos; MC (Mestre de Cerimônias), que canta e conduz as rimas com mensagens sociais; break ou breaking, a dança de rua; e o grafite, a arte visual. “A dança tem contagem, número, matemática; a rima tem português, literatura; o grafite tem arte, pintura, educação artística. Então, o hip-hop pode ser trabalhado nas disciplinas escolares, como já acontece. Ele é muito maior do que as pessoas imaginam”, finaliza o MC K-Lafriu.

 

BENGUELA - Paralelamente à 5ª Expo, a Prefeitura realizou também a VI Semana Tereza de Benguela, que incluiu debates sobre memória, ancestralidade e estratégias contemporâneas de luta das mulheres negras. A programação previu a Mesa “Tereza de Benguela vive porque somos Terezas”, atividade cultural e Mostra de Audiovisual Tereza de Benguela, com a exibição de curtas-metragens focados no protagonismo de mulheres negras e em narrativas periféricas.

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