
O Projeto de Lei do Governo de São Paulo, que promove uma ampla modernização na carreira da Polícia Militar, foi aprovado nesta terça-feira (31) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O texto segue para sanção do governador Tarcísio de Freitas.
O projeto atualiza as regras de efetivo, reorganiza os quadros, destrava promoções e estabelece critérios mais objetivos de progressão funcional, com impacto direto na valorização profissional e na eficiência operacional da corporação.
“A medida torna a jornada profissional do policial mais justa e previsível, com valorização real. Para a população, isso representa mais uma tropa mais motivada para o atendimento”, afirma Tarcísio.
O projeto aprovado, entre outras, prevê a extinção da graduação de soldado de 2ª classe. Com isso, o ingressante passará a ser aluno-soldado e, ao concluir o curso de formação, será promovido automaticamente a soldado PM de 1ª classe. A medida também viabiliza a promoção de 10.608 soldados, com aumento médio de R$ 480 no salário bruto.
Além disso, será implantado um cronograma escalonado para a promoção de soldados com mais de cinco anos ao posto de cabo, com início em dezembro de 2026 e conclusão até dezembro de 2028. A proposta inclui ainda reajuste salarial linear de 10% para a categoria.
O impacto financeiro estimado é de R$ 15 milhões em 2026, R$ 156,2 milhões em 2027 e R$ 252,3 milhões em 2028, em conformidade com os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Se aprovado, o projeto elevará o salário inicial do soldado da PM em São Paulo de R$ 5.531,88 para R$ 6.085,07.
Segundo o secretário estadual da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a medida tem impacto direto na eficiência operacional. “Esse modelo reduz gargalos históricos, organiza o fluxo de promoções e alinha o efetivo às necessidades reais do serviço. É uma mudança estruturante, que valoriza o policial e aumenta a capacidade de resposta da corporação”, destacou.
Para dar maior fluidez ao sistema de promoções, o projeto estabelece regras para a transferência à reserva de oficiais e subtenentes que já tenham tempo para aposentadoria, mas que ainda não atendam aos requisitos para promoção ou permaneçam estagnados na carreira.
Na área de formação, o projeto aprovado prevê a criação de dupla titulação em Direito para oficiais formados pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. O curso de habilitação ao Quadro de Oficiais Especialistas (QOE) passará a ser exclusivo para subtenentes, reforçando a qualificação e a profissionalização do acesso ao oficialato.
São Paulo Time São Paulo conquista 5 medalhas em etapa do Mundial de tênis de mesa paralímpico
São Paulo Laser alivia dores da amamentação e evita desmame precoce de bebês, aponta estudo da USP
São Paulo Justiça decreta prisão de dois suspeitos de participação em atentado contra tenente da PM de SP
São Paulo Instituto de Pesca de SP aposta no futuro sustentável da tilapicultura brasileira com menos antibióticos e mais prevenção
São Paulo Metrô, CPTM, Poupatempo e Bom Prato têm operação especial por causa do jogo do Brasil nesta segunda (29); confira