
Uma nova ocorrência de nascimento de tartarugas-cabeçudas foi registrada na Costa Sul de São Sebastião, na Praia de Paúba, resultando no encontro de mais 88 filhotes vivos, na noite da última quinta-feira (19/2). As equipes do Instituto Argonauta contaram com o apoio da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Semam). Durante a ação, duas tartarugas nasceram no momento do monitoramento.
Após a constatação da presença dos filhotes, a área foi isolada para garantir a segurança dos animais, que seguiram em direção ao mar. Além dos animais vivos, também foram encontradas 15 tartarugas mortas e 20 ovos que não chegaram a eclodir. Os filhotes mortos e os ovos foram encaminhados para avaliação e cuidados especializados pelo Instituto Argonauta, responsável pelo monitoramento e pela preservação da fauna marinha na região.
Na última quarta-feira (18/2), já havia sido registrado o nascimento de quatro tartarugas da mesma espécie. O pescador e ambulante Sebastião Benedito Vargas Santos, conhecido como Ditinho, de 55 anos, e sua esposa, Aparecida de Oliveira, foram os primeiros a identificar um dos filhotes na faixa de areia e acionaram as equipes da Secretaria do Meio Ambiente de São Sebastião, do Instituto Argonauta e da Fundação Projeto Tamar.
A Fundação Projeto Tamar, em conjunto com o Instituto Argonauta, realizou diligências para localizar o ninho, que só foi identificado no período noturno. A tartaruga responsável pela postura não foi localizada, o que é considerado um comportamento natural da espécie, já que as fêmeas depositam os ovos na areia e não acompanham o desenvolvimento ou o nascimento dos filhotes. O período médio de incubação dos ovos de tartarugas marinhas é de aproximadamente 60 dias até a eclosão, podendo variar conforme as condições ambientais.
A médica-veterinária Mariana Zillio, integrante do Instituto Argonauta, explicou que a região não é considerada área regular de desova da espécie. “O Litoral Norte de São Paulo não é caracterizado como área prioritária de nidificação de tartarugas marinhas, mas eventualmente registramos ocorrências esporádicas. Por isso, o monitoramento contínuo é fundamental para garantir a proteção desses eventos pontuais”, afirmou.
A ação reforça a importância do acompanhamento técnico e das iniciativas de conservação das espécies que utilizam o município para reprodução.
O que fazer se encontrar filhotes ou ninhos?
Ao encontrar filhotes ou indícios de ninho, a orientação é não tocar, não recolher nem tentar conduzir os animais até o mar. A manipulação inadequada pode causar estresse e comprometer o sucesso da eclosão. A recomendação é manter distância e acionar imediatamente as equipes técnicas responsáveis.
#PraTodosVerem:Faixa de areia da Praia de Paúba, em São Sebastião, com área isolada por fitas de proteção para a passagem de filhotes de tartarugas marinhas encontrados na areia. Profissionais uniformizados manipulam os animais. Fim da descrição.
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