Bem mais que apresentar os projetos desenvolvidos ao longo do ano, o 2º Sarau FestEJAr trouxe um elemento a mais. Os alunos das quatro escolas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) compartilharam também experiências vividas dentro e fora da sala de aula. Cada grupo que subia ao palco do Auditório Jornalista Roberto Marinho (Bairro Mirim), na noite desta segunda-feira (4), levava um pouco da própria história e muita emoção aos espectadores.
O Sarau FestEJAr marcou o encerramento dos projetos desenvolvidos nas quatro unidades. Entre os assuntos abordados, os estudantes destacaram temáticas como racismo e a retomada dos estudos depois de adultos. Para trabalhar as temáticas os alunos produziram curtas-metragens, fizeram apresentações teatrais e recitaram poesias e histórias da própria vida.
Os alunos da EM Roberto Shoji (Bairro Tupiry) apostaram justamente no compartilhamento da história de vida de cada um. Os estudantes fizeram a apresentação acompanhados ao som de berimbau e atabaque, onde a cada pausa dos instrumentos um deles ia ao centro do palco e lia ou contava a trajetória de vida que fez com que se afastasse das salas de aulas no período certo e voltasse quando jovem ou adulto.
A EM José Padin Mouta (Tupi) também apostou no relato de vida dos alunos que contaram a trajetória que percorreram para voltar para sala de aula nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Os estudantes também recitaram poesias autorais onde compartilharam suas experiências. Para fechar a apresentação da unidade de ensino, os participantes cantaram a música “Um Mundo Melhor”.
O desejo por um mundo melhor e respeito às diversidades também foi o que os alunos da EM São Francisco de Assis (Boqueirão) trouxeram ao palco do Auditório Roberto Marinho. Além da exibição de curtas-metragens abordando a temática do racismo, os estudantes fizeram a apresentação de uma peça teatral que destacava a libertação da escravatura. Ao final, o grupo bradou o grito sobre o Dia da Valorização e Permanência Negra como sugestão para ocupar o lugar do título atual, Dia da Consciência Negra.
O preconceito pautou a apresentação de outra unidade de ensino. Entre os números compartilhados pelos alunos da EM Albert Einstein (Samambaia) um deles foi elaborado com base na leitura do livro nomeado “Palavras”. Os estudantes destacaram expressões populares que enaltecem o discurso racista. O grupo reforçou que não são palavras inocentes e sim racismo sutil.
Reconhecimento – O diretor da Coordenadoria de Ensino Fundamental, Israel Batista, setor responsável em acompanhar a condução do aprendizado dos alunos da Educação de Jovens e Adultos, destacou a importância de ações como o Sarau Festejar. “Essa noite todos sairão diferentes do que vieram. Pois aprende quem assiste e aprende também quem se apresenta. É uma troca mútua e enriquecedora”.
A secretária de Educação, a professora Cida Cubilia, marcou presença e prestigiou o evento. Para a titular da pasta, os projetos apresentados pelos alunos demonstraram o esforço de todos os profissionais que atuam direta ou indiretamente no ensino destes estudantes. “Sei que a educação acontece de fato na escola. Nós aqui na Secretaria somos uma engrenagem para que o conteúdo seja ensinado e aprendido em sala de aula. E, ao ver tudo que foi apresentado essa noite, com certeza o objetivo foi atingido”, parabenizou.
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