
Conhecer pela vivência religiosa e também por meio da apresentação artística, a cultura Borari. Este é o Çairé, a maior manifestação cultural do Oeste do Pará, que reuniu, neste ano em Alter do Chão, mais de 30 mil turistas.
Na parte profana, um dos momentos altos da festividade é a grande disputa entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa, que acontece em dias separados.
Neste ano, o primeiro dia foi destinado ao Boto Tucuxi, que abordou o tema “Yandé, o Çairé”, mostrando que a festividade sempre foi e sempre será feita pelo povo do território.
Mulher indígena, Lara Thaís participou pela primeira vez do Festival. Ela representou a rainha do Boto Tucuxi e falou da emoção desse momento.
“Para mim é uma grande alegria. Eu sou mulher indígena Borari e o Çairé é algo que está marcado na nossa história, é a cultura do povo Tucuxi. Participar é sentir a emoção do que é o Çairé, tanto o religioso quanto o profano”, afirmou.
No segundo dia, foi a vez do Boto Cor de Rosa, com a inspiração da retomada da festa, que ocorreu em 1973, após a proibição da Igreja Católica.
Edson Sousa é gerente de marketing, mas nesse período se transforma em boto Cor de Rosa. “É uma honra poder representar o dono da festa. O Çairé representa não só cultura, representa o turismo, representa mais gente conhecendo as nossas raízes”, ressaltou Edson.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, prestigiou o festival e ressaltou a importância desse tipo de evento para movimentação da região. “É uma festa importante para a população, valoriza a história, a tradição e a cultura, mostrando ao mundo a riqueza que é a nossa Amazônia. Também movimenta a economia e gera empregos locais. É o turismo ajudando o crescimento da economia brasileira”, afirmou o ministro.
O Çairé é um dos eventos previstos no Calendário Nacional de Eventos do MTur, onde estados, municípios e organizadores inserem informações de forma colaborativa. (ACESSE AQUI )
VISITA TÉCNICA- O ministro Celso Sabino também fez uma série de visitas técnicas a equipamentos turísticos da região, como as dependências do Restaurante-Escola e o Museu de Ciências da Amazônia (MuCA), na cidade vizinha de Belterra.
“É uma região rica em atrativos. Não só naturais, mas também gastronômicos, medicinais, e temos que mostrar isso ao mundo para atrair, cada vez mais, turismo e desenvolvimento”, finalizou Celso Sabino.
Por Paula Rosa
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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