Nutritivas, balanceadas e de acordo com a nova legislação. Assim são as mais de 130 mil refeições oferecidas diariamente nas escolas municipais e estaduais em Praia Grande. Para garantir uma alimentação de qualidade aos mais de 74 mil alunos, a Secretaria de Educação (Seduc) conta com a Divisão de Alimentação Escolar. O setor ficou responsável em adaptar o cardápio de acordo com a nova Re¬solução nº 6, de 8 de maio de 2020 do Conselho Deliberati¬vo do Fundo Nacional de De¬senvolvimento da Educação (CD/FNDE).
Os cardápios foram ajustados e alterados para todas as faixas etárias a nova Resolução em 2021, com o retorno das aulas presenciais naquele emprego. Seguindo a determinação do Fundo Nacional de De¬senvolvimento da Educação, as refeições devem ser ofertadas com limitação de oferta de alimentos considerados ultra processados e proíbe a oferta de açúcar para crianças até 3 anos de idade.
Para colocar em prática o novo cardápio, a Divisão de Alimentação Escolar promoveu pesquisas e diferentes testes de novas preparações que atendessem ao solicitado. Além disso, o setor realizou a capacitação dos mais de 500 funcionários que atuam nas cozinhas das escolas. O momento de formação, ministrado pelas nutricionistas, aconteceu no início do ano passado no Auditório Jornalista Roberto Marinho.
Entre as principais mudanças nos cardápios está a adição de banana como adoçante natural em substituição ao açúcar, bem como, a troca do achocolatado por cacau em pó 100%. Outro ponto, diz respeito ao preparo de sucos de frutas mistos e a preparação de requeijão caseiro à base de leite ou inhame. Além disso, as refeições contaram com um aumento na oferta de alimentos in natura (frutas, verduras e legumes).
Em atendimento às demais faixas etárias, os cardápios sofreram alterações como redução de oferta de alimentos ultra processados e açúcar, além do aumento de alimentos in natura. O cardápio atende a resolução, sendo ofertado ferro heme (fonte de origem animal) quatro vezes na semana. Todas adaptações têm como objetivo contribuir assim para a formação de hábitos saudáveis e prevenção de doenças (obesidade, diabetes e hipertensão).
Além do cardápio tradicional, os profissionais que atuam nas cozinhas realizam o preparo de refeições específicas para aqueles com restrições alimentares. Anualmente, a Seduc atualiza o cadastro de estudantes que contêm algum tipo de restrição (alergias, intolerâncias, diabetes, obesidade, doença celíaca, doenças renais, entre outras patologias). A inclusão e exclusão ocorrem ao longo do ano letivo e os alunos recebem alimentação diferenciada compatível com a patologia apresentada durante permanência na unidade.
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