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Política EXIGINDO RESPEITO

Prefeita de Praia Grande cobra apoio e respeito dos governos

Mais de cem refugiados afegãos foram enviados para Praia Grande e prefeita foi a última a saber

07/07/2023 às 06h50 Atualizada em 07/07/2023 às 07h03
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
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A prefeita Raquel Chini, de Praia Grande, visivelmente irritada, cobrou respeito dos governos de Lula e Tarcísio/Foto:TV Tribuna -Globo/Santos
A prefeita Raquel Chini, de Praia Grande, visivelmente irritada, cobrou respeito dos governos de Lula e Tarcísio/Foto:TV Tribuna -Globo/Santos

A reação foi imediata:"Acho que tem que ter o mínimo de respeito com a cidade. Respeito com a governante. Isso aqui é uma cidade que recebe a todos, mas temos regras, com ordem". A bronca é da prefeita de Praia Grande, litoral sul de São Paulo, Raquel Chini (PSDB), à decisão dos governos federal e paulista, que enviaram mais de cem afegãos refugiados para o município.

 

Segundo a prefeita, o envio dos refugiados só foi comunicado a ela, quando eles já estavam a caminho da cidade.

 

No total são 128 refugiados afegãos  abrigados em uma colônia de férias do Sindicato dos Químicos. Raquel Chini cobrou apoio e ajuda dos governos federal e estadual. 

 

Em entrevista à TV Tribuna (Globo/Santos), a prefeita não poupou críticas, tanto ao governo federal quanto ao governo de São Paulo. Raquel Chini disse que só soube da chegada dos afegãos quando eles já estavam na estrada em direção ao município.

 

"Praia Grande foi escolhida na verdade. Ninguém conversou comigo a respeito. Fomos surpreendidos com a vinda deles quando já estavam na estrada", disse a prefeita, que afirmou só ter começado discutir o acolhimento aos refugiados quando estes estavam prestes a chegar à cidade.

 

"Abri as portas imediatamente, só não sabia que no minuto seguinte eu já estava publicada nas redes sociais e em portarias com obrigações para o município", reclamou Raquel.

 

Diante da situação, a prefeita de Praia Grande disse ter pedido que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, entrasse em contato para que fossem estabelecidas regras. Ela não economizou nas críticas.

 

"Acho que tem que ter o mínimo de respeito com a cidade. Respeito com a governante. Isso aqui é uma cidade que recebe a todos, mas temos regras, com ordem".

 

A prefeita afirmou ainda que abrigar os refugiados no município impacta na administração municipal. "Eu me preocupo. Será que vou conseguir atender todas essas pessoas? E atender a minha população também? Será que mais alguém está pensando nisso?", questionou.

 

Ela afirmou que está esperando que os governos estadual e federal cumpram com o papel que lhes cabe. "Tem saúde, tem educação, tem assistência social, tem cultura, que é superdiferente, tem trabalho. Onde é que vou ter trabalho para essas pessoas? Preciso de intérprete, preciso de ajuda", cobrou.

 

A Secretaria Estadual do Desenvolvimento Social informou que oferece diariamente 320 refeições entre almoço e jantar por meio do programa Bom Prato aos refugiados, e que o serviço será mantido enquanto eles estiverem no local.

 

Ainda de acordo com a pasta, a operação de transferência dos afegãos para Praia Grande é coordenada pelo governo federal, que ainda não se manifestou sobre a posição da prefeita.

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