
Andressa dos Santos Freitas, de 27 anos, convive com dificuldades para falar, se mover e usar uma das mãos. Ela foi brutalmente espancada pelo ex-companheiro, Kelvin dos Santos Alves, em Guarujá, no litoral sul de São Paulo, em julho de 2022. Quase um ano depois de ter sido encontrada desacordada e com vários ferimentos pelo corpo, ela diz que ainda sofre com as sequelas físicas e psicológicas, e não consegue trabalhar como diarista para comprar os remédios necessários para dar sequência ao tratamento. O agressor continua foragido e a Polícia sem pistas dele.
Andressa foi encontrada jogada no chão, em uma viela do conjunto habitacional onde mora a tia dela, na mesma cidade. Andressa e o ex tinham ido ao local para buscar o filho, atualmente com dois anos. A criança havia passado a noite na casa da parente enquanto os pais se divertiam em um "baile".
"A minha vida é ficar dentro de casa sem poder trabalhar e com medo do agressor. Tem sido muito difícil e ainda estou me recuperando. Não mexo a mão direita e minha voz não voltou ao normal", contou.
Andressa sofreu traumatismo cranioencefálico [lesão que causa alterações no crânio ou comprometimento da função das meninges] em decorrência da agressão sofrida e ficou quase dois meses internada.
Ela disse ter recebido alta mesmo sem ter recuperado os movimentos da mão direita e ainda com limitações nas ações da mão esquerda. A voz também ainda não voltou a ser o que era.
FORAGIDO - O agressor, Kevin dos Santos Alves, teve a prisão temporária decretada no dia 3 de agosto de 2022 e segue foragido desde então.
TRATAMENTO - A jovem contou que para arrecadar dinheiro para pagar por exames, fisioterapia e atendimento psicológico, abriu uma vakinha on-line. O atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), segundo ela, durou seis meses e, portanto, precisou dar sequência ao tratamento com atendimentos particulares.
A mulher disse precisar também fazer umeletroneuromiografia. Ela contou tear recebido a guia de um médico para realizar o exame pelo SUS, mas que aguarda há meses ser chamada. O exame custa cerca de R$ 500 e ela conta que, se possível, faria em clínica particular.
O CASO - A autônoma Andressa dos Santos Freitas, de 26 anos, foi encontrada desacordada e com marcas de agressão no chão de uma viela de um conjunto habitacional, no bairro Santo Antônio, em Guarujá, na manhã de 24 de julho, por volta das 8h.
A Polícia Militar informou ter sido acionada para atender a "ocorrência de agressão", mas ao chegar no local, a vítima já havia sido levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rodoviária e transferida para o Hospital Santo Amaro (HSA).
A mãe da jobem, Roberta Cristina Neves dos Santos, de 45 anos, contou que acredita que o companheiro da filha, que acredita ser o responsável pelo crime, tinha ciúmes de Andressa "por ser bonita". Ela contou que soube, por terceiros, de agressões anteriores sofridas pela filha, embora o assunto nunca tenha sido abordado em casa.
O então companheiro da jovem alegou às autoridades policiais que eles teriam brigado em uma festa e que a autônoma, além de agredi-lo, teria jogado uma pedra nele. Após o desentendimento, o homem disse que saiu da festa sozinho, deixando Andressa. Segundo ele, não houve mais contato com ela desde então.(com informações do g1).
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