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Cidades GREVE NA FUNDAÇÃO

Trabalhadores da Fundação Casa declaram greve; Justiça obriga que 80% trabalhe

De acordo com a organização, o governo estadual também vai realizar as avaliações de desempenho previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) relativas aos anos de 2017, 2018 e 2019

03/05/2023 às 19h28
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
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Funcionários da Fundação Casa na Baixada Santista em greve/Foto:Reprodução/BOM DIA
Funcionários da Fundação Casa na Baixada Santista em greve/Foto:Reprodução/BOM DIA

A falta de um acordo em torno do reajuste salarial deflagrou uma greve de funcionários da Fundação Casa, em Santos, litoral sul de São Paulo. Eles anunciaram a paralisação nesta quarta,3.Dos  cerca de 400 funcionários das unidades da Baixada Santista, aproximadamente 100 estão sem trabalhar por conta da interrupção. Decisão da Justiça determina que a categoria deve manter 80% do efetivo em atividade. 

 

A Baixada conta com seis unidades, sendo duas em Praia Grande e as demais em São Vicente, Guarujá, Peruíbe e Mongaguá. O Governo do Estado de São Paulo ofereceu reajuste de 6% nos salários, mas os trabalhadores discordaram do valor e decidiram manter o plano de greve, que foi aprovado no último sábado,29.

 

A Fundação Casa informou, por meio de nota, que além do reajuste salarial, a proposta apresentada contava com benefícios aos servidores, como vale-refeição, vale-alimentação e auxílios creche e funeral, aplicáveis a partir da folha de pagamento de maio, a ser creditada em junho.

 

DIZ A FUNDAÇÃO - De acordo com a organização, o governo estadual também vai realizar as avaliações de desempenho previstas no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) relativas aos anos de 2017, 2018 e 2019. O processo, segundo a Fundação Casa, será feito ao longo dos próximos três semestres, "viabilizando a possibilidade de progressão funcional nas carreiras".

 

A entidade acrescentou que o governo vai analisar a revalorização dos benefícios do vale-refeição e vale-alimentação, de acordo com estudos em andamento para equalizar os benefícios ao funcionalismo estadual.

 

A Fundação Casa apontou também que, desde fevereiro, realizou três reuniões com representantes do Sitsesp e servidores eleitos pela categoria para negociar o dissídio de 2023.

 

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) concedeu liminar para que "80% do efetivo de servidores de cada área de atuação (agentes de apoio socioeducativo, agente operacional, agente educacional, assistente social, psicólogo, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, pedagogo e profissional de Educação Física) permaneçam em seus postos de trabalho". Em caso de descumprimento, segundo a decisão judicial, o sindicato receberá multa de 200 mil reais por dia.

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