
Estão suspensas as buscas pelo velejador Edison Gloeden, 66 anos, e o veleiro dele 'Sufoco III', desaparecidos desde o dia 15 de janeiro. Edison saiu da sede náutica de um clube em Santos, no litoral sul de São Paulo, para testar o piloto automático recém instalado na embarcação e não foi mais visto. No dia 24 de janeiro, o Corpo de Bombeiros já havia anunciado o fim das buscas.
Segundo o 8º Distrito Naval, a operação de buscas e salvamento durou 16 dias e começou após o Salvamar Sul-Sudeste tomar conhecimento do desaparecimento do Veleiro 'Sufoco III', na região da Baía de Santos, com um tripulante a bordo.
Durante as buscas foram utilizados: Aviso de Patrulha “Barracuda”, Aviso de Patrulha “Espadarte”, Veleiro João das Botas, Aviso de Pesquisa “Aspirante Moura”, Navio-Patrulha “Guajará”, Navio Balizador Faroleiro “Mario Seixas” e o Navio de Patrulha Oceânica “Amazonas”, que operaram em coordenação com equipes da Força Aérea Brasileira (Aeronave P95).
Ainda segundo a Marinha, também participaram das buscas o Navio Governador Fleury, a Lancha Guaiaó do Corpo de Bombeiros e a Lancha “Meaípe”, o Navio Aeródromo Multipropósito “Atlântico”, o Navio Doca Multipropósito “Bahia” e as Fragatas “Liberal”.
Durante os trabalhos foram realizadas buscas em uma área de aproximadamente 80.000 milhas náuticas e, segundo a Marinha, nenhum indício que pudesse contribuir para a localização da embarcação e do condutor foi encontrado.
A Marinha infornou que o desaparecimento continua sendo divulgado para os navios e embarcações que transitam na área, e as buscas poderão ser retomadas caso surjam novas informações. O Comando do 8° Distrito Naval disse que se solidariza com o momento e mantém os familiares informados sobre o andamento das operações.
BOMBEIROS - O Corpo de Bombeiros suspendeu, no dia 24 de janeiro, as buscas pelo velejador Edison Gloeden, de 66 anos, e o veleiro dele 'Sufoco', desaparecidos desde o dia 15 de janeiro.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a participação das equipes foi suspensa devido o esgotamento dos meios de busca que foram utilizados durante os nove dias de procura pelo veleiro.
A corporação informou que levou em consideração a capacidade das embarcações e aeronaves disponibilizadas, as limitações operacionais por conta do combustível e o limite legal de navegabilidade, que restringe o afastamento da costa brasileira de acordo com a habilitação náutica dos operadores das embarcações.
O CASO - O velejador Edison Gloeden, de 66 anos, desapareceu após sair da sede náutica do Clube Internacional de Regatas e não avisou ninguém que sairia com o barco. Ele foi definido como 'capitão experiente' pelos colegas mais próximos, ouvidos pelo g1.
As buscas do Corpo de Bombeiros e Marinha começaram no dia 16 de janeiro, quando ainda se limitavam apenas à costa e ao mar aberto de Bertioga, Praia Grande e um trecho de São Sebastião. Os locais, segundo aos bombeiros, foram escolhidos por estarem nas proximidades de ilhas de refúgio.
De acordo com o navegador Herman Junior, que criou o site Inavigate, Edison saiu com equipamentos de ótima qualidade e não fez contatos com o grupo. "Ele estaria a 120 milhas de distância da costa [algo em torno de 200 km], muito além da laje de Santos].
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