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Burocracia na Saúde causa transtorno e desconforto a jovem que usa perna mecânica

Com sua prótese já velha e quebrada,moradora do litoral é obrigada a ficar sentada ou deitada

24/01/2023 às 15h38 Atualizada em 24/01/2023 às 15h53
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
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Prótese de Rayane está quebrada e machica sua perna/Foto:g1
Prótese de Rayane está quebrada e machica sua perna/Foto:g1

O descaso das autoridades da Saúde com a situação da jovem Rayane Conceição Alves,de 22 anos, que espera há mais de um ano por nova prótese para a perna dela, causa desconforto e transtoornos. Rayane espera pela troca desde dezembro de 2021.

A Secretaria de Saúde de Guarujá disse que a jovem recebeu atendimento médico há quase um ano e que aguarda liberação de recursos estaduais para a compra da prótese, o que ainda não há previsão. A prótese está quebrada e aperta a perna de Rayane, que nem consegue mais sair de casa.

Rayane tem malformação na perna e contou  está usando a mesma prótese há 8 anos. Ela disse que quase não consegue sair de casa, ficando apenas sentada ou deitada. A perna mecânica é antiga, machuca a pele da jovem e já quebrou por diversas vezes. “Minhas pernas não aguentam mais, porque esta prótese vive quebrando. Não consigo me movimentar”, disse.

A prótese que ela usa atualmente foi conseguida em Aracaju (SE),onde Rayane morava antes de se mudar com sua família para Guarujá. Quando morava no Nordeste, ela afirma que trocava de equipamento a cada quatro anos. No litoral, a Secretaria n]ao atende seu pedido.

Rayane conta que começou a ser atendida por uma médica fisioterapeuta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2021. Ela passou por consulta para solicitar uma nova prótese e a especialista a encaminhou para a Seção de Recuperação e Fisioterapia, da Zona Noroeste de Santos. Lá, segundo Rayane, ela conseguiria uma nova prótese, e apenas deveria aguardar ser chamada.

A espera já dura mais de um ano. Durante esse tempo, a jovem conseguiu fazer rifas para consertar a atual prótese, apesar da estrutura ainda causar machucados na perna. A mãe dela precisou consertar o equipamento diversas vezes, mas todas as vezes a perna mecânica quebrou novamente.

A demora foi tanta que Rayane tentou comprar uma prótese da perna com pé articulado, mas não teve condições financeiras. O valor fica em torno de R$ 7 mil, segundo ela. “Meu pai faleceu há um ano e moro com a minha mãe e meus três irmãos. Não temos condições de fazer essa compra”, explica.

PREFEITURA - Em nota, a Secretaria de Saúde de Guarujá informou que os pacientes com maior grau de complexidade [como é o caso de Rayane] são encaminhados para os Centros Especializados de Reabilitação (CER) Regional. O CER que Guarujá é referenciado fica no município de Santos e, por isso, a jovem precisou passar pela unidade.

Rayane foi agendada e avaliada pelos profissionais do CER em fevereiro do ano passado, segundo a prefeitura. “O tratamento e o desdobramento necessários sobre o caso ficam a critério deste órgão, em Santos, que aguarda dispensação do CER a partir da liberação de recursos estaduais”, finalizou.

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