
O Porto de Santos, o maior da América Latina, é o palco da queda de braço entre o ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França (PSB) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). França, já deixou claro que a privatização “está descartada”. Freitas não descarta plano “B”, caso o governo federal não mude de opinião. Em tempos de cruzeiros, o município de Santos fica com R$ 390 milhões deixados pelos turistas.
O processo de desestatização do Porto está em curso desde que Tarcísio de Freitas era ministro da Infraestrutura do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foi uma das prioridades defendidas pelo atual governador paulista. Freitas insiste que é possível realizar um pregão com arrecadação de R$ 20 bilhões. O ministro Márcio França afirmou durante a posse do presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo,1, que “a autoridade portuária não será privatizada”.
Para o ministro, é possível privatizar os terminais, porém foi enfático ao negar a privatização da autoridade portuária. O Tribunal de Contas (TCU) da União tinha na pauta da sessão desta terça-feira,3, exatamente a análise do processo de privatização do Porto santista. Mas, mesmo o TCU analisando o caso, o presidente Lula, na posse, assinou medida que suspende todos os processos de privatização iniciados por Bolsonaro.
PREFEITURA – O prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB) já se manifestou contrário à desestatização do Porto. Rogério tem articulado movimento discreto junto a prefeitos da Baixada para pressionar o governo federal contra a privatização. O ex-prefeito da cidade, hoje deputado federal eleito, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), também é contra a privatização do Porto e promete intensificar o posicionamento em plenário e nas comissões.
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