Saúde PROTEÇÃO DA SAÚDE
Santos mantém linha dura contra Covid-19; "Operação Cruzeiro" continua
A ideia é evitar a infecção de passageiros dos cruzeiros que partem de Santos para diversos lugares
22/11/2022 05h52
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
Passageiros dos cruzeiros terão proteção/Foto:g1

O combate à Covid-19 vai continuar rigoroso em santos. A Secretaria de Saúde da cidade informou que vai manter para a temporada de cruzeiros 2022/2023 o mesmo plano de ação caso sejam detectados turistas ou tripulantes com covid-19. A expectativa é que o terminal marítimo Giusfredo Santini receba até 561 mil passageiros, com a passagem de 16 navios e 142 escalas até 16 de abril.

 

O documento elaborado pelo Departamento de Vigilância em Saúde (Devig), com base nas diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também estabelece condutas locais. “Este plano de contingência define as responsabilidades de cada ente da federação e funcionou muito bem na temporada passada”, disse o secretário de Saúde em exercício, Denis Valejo.

 

Com base no documento, a equipe do navio ou agente marítimo deverá informar o município, estado e Anvisa sobre a situação e necessidade de desembarque, caso detecte algum caso de covid-19 a bordo.

 

O médico embarcado deverá produzir relatório técnico detalhado sobre a condição de cada paciente, que deverá permanecer isolado até o desembarque no porto de origem para o retorno à residência.

Todos devem ser acompanhados por equipe especializada e designada pela empresa marítima ou companhia de seguros, sob supervisão do Município e do Estado.

 

Em caso de morte, a companhia marítima será responsável pela remoção e translado dos corpos.

“A Vigilância de Santos segue em alerta, trabalhando em parceria com as operadoras e a Anvisa, no intuito de promover o bem-estar aos tripulantes e passageiros de cruzeiros marítimos”, pontua Ana Paula Valeiras, chefe do Devig.

 

Cabe também à Vigilância Epidemiológica solicitar ao laboratório referenciado pela companhia marítima ou seguro as amostras de exames coletados, por amostragem, para envio ao Instituto Adolfo Lutz (IAL), que realizará o sequenciamento genético do vírus, a fim de identificar qual a cepa causadora da doença.

 

Os resultados emitidos pelo IAL serão monitorados e notificados ao estado para fim de retorno do passageiro ou tripulante à cidade de origem.