Uma reunião com prefeitos e representantes da Assistência Social dos nove municípios da Baixada Santista deu início à construção de uma atuação regional na busca por soluções conjuntas para a população em situação de rua.
O encontro discutiu os principais problemas relacionados ao tema e abordou os desafios e necessidades de cada Cidade, levando em conta a integração da região metropolitana. Um documento foi criado com a proposta de enfrentamento da situação e o plano é que o grupo se reúna para definir os próximos passos, que inclui apresentar o documento e buscar apoio dos Governos Estadual e Federal.
Entre as pautas abordadas no documento é possível destacar a realização de um novo censo regional, a criação de um grupo técnico para tratar do tema, uma campanha conjunta de conscientização e o estudo para a criação de um Centro Regional Integrado de Acolhimento e Saúde.
O prefeito Alberto Mourão destacou que esse é um problema de todos os municípios da Baixada e, por isso, o enfrentamento deve ser metropolitano.“É um enfrentamento necessário. Temos que unir esforços e traçar um projeto que permita que uma ação seja feita. Esse é um desafio que ultrapassa os limites de um único município e exige união, diálogo e responsabilidade compartilhada. Saímos deste encontro com importantes propostas e buscaremos o apoio do Governo do Estado. Seguiremos ampliando esse diálogo e trabalhando em parceria com os demais prefeitos da Baixada Santista para transformar esse debate em ações concretas e construir soluções integradas, humanizadas e eficazes para toda a nossa região".
Presentes –O encontro ocorreu na Prefeitura de Santos e contou com a presença dos prefeitos de Praia Grande, Alberto Mourão; de Santos, Audrey kleys; de Peruíbe, Felipe Bernardo; de Itanhaém, Tiago Cervantes; de Mongaguá, Cristina Wiazowski; e de São Vicente, Kayo Amado. Além da vice-prefeita e secretária de Desenvolvimento Social de Bertioga, Lucília Goulart; da secretária de Desenvolvimento Social de Cubatão, Viviane Teixeira; do vice-prefeito de Guarujá, Toninho Salgado; e do secretário de Desenvolvimento e Assistência Social de Guarujá, Fernando Monte.
Números – OObservatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, divulgou um levantamento nacional sobre pessoas que vivem nas ruas indicando que a Baixada tinha 4.855 nessa situação em 2024. Santos teria 1.845, São Vicente 814, Praia Grande 508, Guarujá 479, Cubatão 308, Bertioga 307, Mongaguá 207, Peruíbe 202 e Itanhaém 185.