A Prefeitura de Praia Grande realizou mais uma operação de combate à receptação de objetos em ferros-velhos da Cidade na noite desta quinta-feira (16). Ao todo, sete estabelecimentos foram vistoriados e seis foram fechados por apresentarem irregularidades.
A medida segue determinação do prefeito Alberto Mourão para que estas ações fossem intensificadas com o objetivo de coibir a receptação de possíveis objetos furtados e roubados e consequentemente reduzir a ocorrência destes crimes. Desde o ano passado, foram realizadas nove ações.
Nesta última ação, foram vistoriados sete comércios, sendo que seis deles foram notificados por irregularidades estruturais e falta de documentação. Houve ainda um veículo apreendido e 42 pessoas abordadas, qualificadas e pesquisadas. Entre os materiais geralmente encontrados nestes locais e que podem ser produto de furto ou roubo estão celulares, portões de garagens, fios de cobre e relógios de água e luz.
De acordo com o secretário de Assuntos de Segurança Pública, Maurício Vieira Izumi, esta última força-tarefa teve como foco principal o horário de funcionamento dos ferros-velhos, já que não podem permanecer abertos após as 18 horas. “Fizemos um levantamento e apuramos que alguns estavam funcionando fora do horário permitido. O furto é um crime difícil de ser flagrado, então essas operações têm um caráter educativo e preventivo que vem surtindo o efeito que esperamos”.
A operação contou com equipes da Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar, fiscais da Secretaria de Urbanismo (Seurb), Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e representantes de empresas concessionárias de serviços como Sabesp, CPFL e de telefonia. A participação dos representantes das empresas prestadoras de serviços é fundamental no reconhecimento dos materiais localizados, como fios e relógios de medição.
Conforme o Código Penal, a receptação consiste em “adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime”. E ainda de acordo com a legislação, é passível de prisão de três a oito anos.