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Operação SP Mobile rastreia celulares levados de São Paulo para outro estado e devolve aparelhos às vítimas
Dispositivos com restrição criminal foram encontrados no Rio Grande do Sul após trabalho de inteligência e integração entre as forças de segurança
27/06/2026 19h20
Por: Redaçâo Local Fonte: Secom SP

A Polícia Civil de São Paulo devolveu na sexta-feira (26) celulares recuperados pela operação SP Mobile a vítimas que tiveram os aparelhos furtados ou roubados no estado. Os dispositivos foram localizados no Rio Grande do Sul graças ao trabalho integrado entre as polícias civis dos dois estados, que possibilitou a identificação, recuperação e restituição dos bens aos proprietários.

Para quem já havia perdido as esperanças de recuperar o aparelho, o momento foi de surpresa e de alegria. Foi o caso de Fábio Antunes, de 42 anos, que compareceu à sede da Secretaria da Segurança Pública, na capital paulista, para receber o celular de volta. “Quando a polícia me ligou dizendo que tinha recuperado meu celular, achei que era trote”, contou.

O aparelho foi roubado enquanto ele voltava do hospital e aguardava em um semáforo nas proximidades do Autódromo de Interlagos, na Zona Sul da capital. Mesmo após registrar boletim de ocorrência pela internet, Fábio não acreditava que voltaria a ver o celular. “Ainda estava pagando por ele”, relembra.

Policias de SP e RS devolvem celular a proprietário. Foto: Divulgação/Governo de SP.

A analista Isabela de Souza, de 26 anos, viveu situação semelhante. Ela teve o celular furtado durante um rodeio em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O aparelho estava no bolso fechado da blusa do namorado, que também guardava o próprio celular no mesmo local. Ainda assim, os criminosos conseguiram abrir o zíper e levar os dois aparelhos sem que o casal percebesse. “Nem imaginava mais que esse celular existia. Não acreditava que pudesse recuperar”, disse Isabela.

Crime que atravessa fronteiras

O programa SP Mobile monitora celulares com registro de furto ou roubo que voltam a ser habilitados em novas linhas telefônicas. Foi esse cruzamento de informações que permitiu identificar aparelhos subtraídos em São Paulo sendo utilizados no Rio Grande do Sul.

“Existe a percepção de que celulares furtados ou roubados em São Paulo ultrapassam as divisas do estado. Estamos identificando essa movimentação para entender como esses aparelhos chegam a outros estados e combater essa cadeia criminosa”, disse o delegado Rodolfo Latiff Sebba, coordenador do SP Mobile.

Após a identificação, a Polícia Civil de São Paulo compartilha as informações com as polícias locais, que fazem a localização dos aparelhos e dos usuários. Segundo Rodolfo, a intenção é expandir a estratégia para outras unidades da federação.

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Além de devolver os celulares às vítimas, o programa busca enfraquecer o mercado ilegal de aparelhos furtados. “Queremos desestimular a receptação e mostrar que comprar um celular furtado ou roubado não é um bom negócio para ninguém. É preciso combater a raiz do problema, que são os receptadores”, reforça o delegado.

Integração entre São Paulo e Rio Grande do Sul

A cooperação entre as forças de segurança de São Paulo e do Rio Grande do Sul tem sido fundamental para identificar a rota de celulares roubados e furtados na cidade paulista. A parceria vem sendo fortalecida por meio de reuniões entre as equipes.

“Estamos compartilhando experiências e adotando políticas públicas convergentes na área da segurança pública, sempre com o objetivo de aprimorar as ações e melhorar a vida da população”, afirmou o coronel Henguel Pereira, secretário executivo da Segurança Pública de São Paulo.

A secretária adjunta da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, delegada Adriana Regina da Costa, explica que a parceria entre os estados começou no fim do ano passado, quando equipes gaúchas passaram a conhecer o modelo adotado pela Polícia Civil paulista na recuperação de celulares e na investigação desse tipo de crime.

Segundo ela, o Rio Grande do Sul está implementando um fluxo de trabalho semelhante ao desenvolvido em São Paulo, o que deve ampliar a capacidade de localizar aparelhos e fortalecer as investigações.

“O crime não respeita fronteiras. Ele ultrapassa cidades e estados. Essa operação demonstrou, na prática, como a integração entre as polícias é fundamental para enfrentar esse tipo de organização criminosa”, disse a delegada.

Mais de 28 mil celulares recuperados

Desde o início do programa SP Mobile, a Polícia Civil já recuperou mais de 28 mil celulares, dos quais 9,4 mil já foram restituídos aos proprietários.

A restituição dos aparelhos, no entanto, depende de uma etapa fundamental: o registro do boletim de ocorrência. A Polícia Civil orienta que vítimas de perda, furto ou roubo informem o número do IMEI — código único de identificação do celular — no momento do registro, seja presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica. O dado é essencial para rastrear e comprovar a titularidade do aparelho.