Cidades GRIPE AVIÁRIA
Prefeitura de Santos intensifica alertas contra gripe aviária
Com duas aves recolhidas e com confirmação da contaminação, cidade entra em alerta
31/07/2023 11h00
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
Aves contaminadas são monitoradas e Saúde dá orientação à população/Foto:Arquivo/BOM DIA

Em Santos, litoral sul de São Paulo, a Prefeitura reforça à população a necessidade e importância de seguir rigorosamente os cuidados para evitar a infecção por gripe aviária. Embora não registre casos em humanos, duas aves migratórias, da espécie trinta-réis, foram identificadas com a doença após serem recolhidas na Cidade.

 

Caso encontre uma ave de qualquer espécie que esteja morta ou apresente um aspecto adoentado, o munícipe deve telefonar para a Guarda Civil Municipal (153), para o Instituto Gremar (animais marinhos ou que estejam na faixa de areia – 13 99711-4120) ou Polícia Militar Ambiental (13 - 3348-4750). Jamais se deve tocar na ave, muito menos recolhê-la ou dar qualquer encaminhamento inadequado, que é considerado um comportamento de alto risco sanitário neste momento.

 

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) já afixou cartazes educativos nos parques municipais e Codevida e também vai distribuir folhetos com as orientações à população em locais de grande circulação de pessoas, com apoio da GCM.

 

“Devido a este momento de circulação do vírus da gripe aviária no mundo e no Brasil, com mais de 70 casos confirmados em aves no País, estamos em alerta e com protocolos estabelecidos para fazer a retirada, eutanásia e análises laboratoriais da forma mais segura possível para os cidadãos e para os profissionais destacados a estas tarefas”, explica o prefeito Rogério Santos.

 

Os protocolos municipais foram estabelecidos em 12 de junho, em reunião da qual participaram o secretário de Meio Ambiente, Marcos Libório, biólogos e médicos veterinários da Semam e da Secretaria de Saúde e representantes das secretarias municipais de Segurança Pública, da Polícia Militar Ambiental e da Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. 

 

Na oportunidade, foi determinado que os parques Aquário, Orquidário e Jardim Botânico Chico Mendes não recebessem mais aves encaminhadas pela GCM e Polícia Militar Ambiental pelo prazo de 180 dias, com os animais necessitando ficar em quarentena na unidade da Codevida, no Bom Retiro.

 

CASOS - Os casos de gripe em aves recolhidas em Santos foram confirmados em 30 de junho e 26 de julho, após necropsias realizadas pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo.

 

“Do ponto de vista epidemiológico, não há motivo para pânico neste momento, mas o apoio da população é essencial para que tenhamos sucesso na preservação da saúde de todos. E, para que estejamos bem alinhados, é importante enfatizar as orientações”, destaca Denis Valejo, secretário de Saúde em exercício.

 

PASSO A PASSO

Como desconfiar que a ave está doente?

 

Sinais que podem acometer um animal com gripe:

- Pescoço caído, para o lado ou para trás

- Dificuldade de locomoção

- Sinais de convulsão

- Desorientação

- Alteração nos olhos (pálpebras inchadas e/ou avermelhadas)

- Espirro, tosses, dificuldade respiratória e diarreia

 

De forma alguma. O vírus causador da gripe aviária é transmissível do animal para o humano e está em circulação no Brasil, com vários Estados em emergência zoossanitária.

 

O QUE FAZ COM AS AVES - Uma equipe capacitada e com equipamentos de proteção individual fazem o recolhimento da ave, que é eutanasiada. É recolhida amostra para análise laboratorial. A carcaça do animal é guardada até a chegada do resultado.

 

Para onde as aves são levadas?

Se o recolhimento for realizado pelo Instituto Gremar, este fica responsável pelo primeiro atendimento do animal e guarda da carcaça. Caso o recolhimento seja feito pela Polícia Militar Ambiental, o animal é levado à Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida), em local isolado onde não terá contato com outras aves, cães e gatos, para o primeiro atendimento.

 

Nenhuma ave doente ou morta é direcionada ao Orquidário ou ao Jardim Botânico Chico Mendes, para evitar a contaminação das demais.

 

Após a eutanásia e retirada de amostra para análise laboratorial, a carcaça é guardada no Centro de Controle e Vigilância de Zoonoses de Santos. A carcaça é devidamente descartada após a chegada do resultado laboratorial