Cidades COISA DE CRIANÇA
Garoto de dois anos bebe cloro e tem queimaduras internas
O menino precisou ser internado para que médicos cuidassem; a criança está fora de perigo
08/07/2023 07h45 Atualizada há 3 anos
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
Théo aproveitou o fato de a mãe estar ocupada e virou o frasco de cloro/Foto: Arquivo pessoal

Um menino de dois anos engoliu cloro com desincrustante enquanto a mãe fazia faxina em São Vicente, no litoral sul de São Paulo. Stefani Pereira Vieira dos Santos, de 26 anos, contou que Théo Santiago Cruz Pereira foi flagrado pela irmã mais velha, de cinco anos, tomando o produto. A criança teve parte do canal digestivo queimado, além de diversas úlceras, e chegou a ser internada, mas já recebeu alta.

 

“Minha filha começou a gritar falando o que tinha acontecido. Na mesma hora o Théo começou a vomitar bastante. Teve um momento que ele só vomitava sangue e eu saí correndo para o hospital”, disse ela, que trabalha como copeira hospitalar.

O menino ficou no internado no Hospital Frei Galvão, em Santos, também no litoral paulista, e teve alta nesta quinta,6).

 

 

 Stefani conta que tudo aconteceu muito rápido. Ela estava fazendo faxina na cozinha e parou a limpeza para colocar um desenho para Théo assistir na televisão da sala.

 

"Nesse meio tempo que eu fui para sala, ele foi para cozinha e ingeriu o produto que eu estava usando, que era cloro com desincrustante”. A mãe contou que o produto estava em um pote de 500 ml. “Não sei dizer a quantidade mais ou menos que ele tomou”.que por dentro

 

 

No mesmo momento que percebeu o ocorrido, Stefani levou a criança para a unidade de saúde, onde que atende pelo plano de saúde. Assim que chegaram foram informados de que o menino seria internado e, no dia seguinte, a criança passou por um exame de endoscopia.

 

“Constataram que ele não corria risco de vida, mas tinha várias úlceras. Tinha queimado 60% do canal digestivo e tinha uma chance de o esôfago fechar. Ele já saiu da endoscopia com uma sonda nasoenteral para se alimentar”, relembrou Stefani.

A família ficou no hospital por uma semana até a criança receber alta médica.

 

 “Conseguiu tirar a sonda para fazer alimentação oral e continuará o tratamento em casa até o dia 18 [de julho], que é quando vai realizar uma nova endoscopia para ver como irá prosseguir com o tratamento”, explicou.

 

A farmacêutica toxicologista Paula Carpes Victório afirmou que a intoxicação de crianças por produtos de limpeza é frequente. A especialista indicou que, por segurança, tais substâncias devem ser guardadas no alto, longe do alcance dos menores.

 

"O risco é grande porque são produtos que não podem ter contato nenhum por ingestão ou inalação", explicou Paula.