O vovô, Edis César Vedovatti, de 72 anos que estuprou a própria neta, na época cm 14 anos de idade, foi condenado a 12 anos e 9 meses de prisão. O crime aconteceu em Praia Grande, litoral sul de São Paulo. Segundo o histórico levantado pela Polícia na fase de investigação, a vítima, no dia do crime, estava dormindo na mesma cama com o avô e a avó.
A Polícia apurou na época, que o estupro aconteceu enquanto a avó dormia. Ela não percebeu nenhuma movimentação do marido com a neta. A defesa de Edis César Vedovatti, de 72 anos, já adiantou que vai recorrer da decisão.
A sentença foi proferida pelo juiz Vinicius de Toledo Piza Peluso, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Praia Grande. O estupro de vulnerável, segundo a sentença, aconteceu em julho de 2011, no bairro Tupi. A vítima relatou à Justiça que o avô passou as mãos nas partes íntimas dela, por baixo da camisola e da calcinha. Ela disse também que, no dia seguinte, ele pediu desculpas e tentou 'comprá-la' com presentes.
Na sentença, o juiz afirma que a vítima relatou "sempre de forma coerente" o abuso sofrido. O magistrado considerou também não existir indícios de que os depoimentos sejam frutos de invenção, em suposto 'complô' dela com os pais - como apontado pela defesa de Vedovatti -, querendo de forma "gratuita" prejudicar o avô por meio de uma acusação grave por "motivos financeiros".
O advogado Eugênio Malavasi, que defende o acusado, afirmou que a sentença contrariou a evidência do processo. O profissional acrescentou que irá recorrer à decisão, de modo a atacar os fundamentos da condenação.
Estupro e ameaças
O ESTUPRO - A vítima afirmou à Justiça que era comum dormir na cama dos avós até o ocorrido. Segundo ela, a situação aconteceu à noite, quando a avó já tinha adormecido e o avô assistia televisão.
Ela disse que a demora para contar sobre o caso à família se justifica pelo medo do avô, que teria ameaçado matar o pai dela, genro dele. Ela afirmou passar por acompanhamento psicológico desde muito nova, com o abuso sendo um dos principais motivos para o tratamento.
De acordo com o documento, Vedovatti negou o crime e disse que a neta é inocente e "influenciada" pelos pais no caso "armado" pelo genro. O idoso acrescentou não ter boa relação com o pai da vítima, homem que, segundo ele, "nunca trabalhou" e disse que, um dia, gastaria todo o dinheiro dele.