Polícia SOLDADO MORTO
Soldado do Exército teria reagido a abordagem e morreu a tiros em Guarujá
O soldado do Exército, segundo a família estava no local para visitar a filha quando foi morto por policiais; a Secretaria de Segurança diz que ele reagiu a abordagem e foi baleado
14/06/2023 10h58
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
O soldado do Exército, Marcos Murylo foi morro durante abordagem da PM/Foto:Reprodução/BOM DIA

Um soldado do Exército foi  morto a tiros por policiais militares durante uma abordagem. O caso ocorreu na Vila Baiana, em Guarujá, litoral sul de São Paulo, nesta quarta,13.O jovem soldado do Exército morto durante uma operação da Polícia Militar na comunidade da Vila Baiana, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Marcos Murylo de Sousa Costa estava no bairro para visitar sua filha de apenas um ano e cinco meses, quando foi abordado e, segundo versão dos policiais, teria reagido, inclusive entrando em luta corporal com um dos policiais. A família contraria a versão da PM, alegando que, segundo testemunhas, o rapaz nem reagiu. 

 

Marcos seguia para visitar a filha Segundo a irmã de Marcos Muryllo de Sousa Costa contou, que o rapaz cresceu sem a presença do pai, morto quando ele tinha apenas 40 dias, e desejava um destino diferente para a própria filha. "Ele sabia como isso era difícil", desabafou a irmã.

 

Oficialmente a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP),informou que o jovem foi abordado e baleado após entrar em luta corporal com um agente. A morte dele foi constatada no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

 

 

A família do soldado, porém, discorda desta versão e afirmou, com base no comportamento dele e no relato de testemunhas, que a vítima sequer reagiu.

 

A irmã de Marcos, Mayra Isabela de Sousa Costa, disse que morava com o soldado no bairro Parque Enseada, também em Guarujá. O irmão, de acordo com ela, visitava a Vila Baiana com frequência, já que a filha, bebê de pouco mais e um ano mora no local com a mãe e ex-companheira dele.

 

"Vamos fazer o que ele queria que a gente fizesse, que é cuidar da filha dele", explicou Mayra. "Eu e meu irmão perdemos nosso pai muito cedo. Ele tinha 40 dias e eu três anos . Ele sempre disse que não queria que a filha dele crescesse sem pai, pois sabia o quanto isso era difícil".

 

 

Ao g1, Mayra relatou que o irmão era "muito apegado" com a bebê e, por conta disso, gostava de participar do crescimento dela, apesar do rompimento do relacionamento com a mãe da criança.

 

A irmã do jovem ressaltou que, mesmo com o término, a família mantém contato com a ex de Marcos e, após a morte dele, seguirá presente no crescimento da menina. "Não era algo [que terminou] em briga. A bebê passa algumas tardes aqui e até chama a minha mãe de 'mãe'".

 

"No futuro, vamos contar para ela que o pai era felicidade, alegria e bondade", contou Mayra. "É isso que ela vai saber dele, porque é a verdade. O pai dela era esforçado. Tinha tantos e tantos amigos".