Duas alunas de 14 e 15 anos começaram uma briga na terça,9 que terminou nesta quinta,11, com uma das adolescentes esfaqueada em frente a escola municipal em em que estudam, na Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. A garota ferida sofreu corte em um dos braço. A briga foi interrompida por pais de alunos que estavam no local. O motivo da briga seria passional. As duas meninas estariam disputando o amor de um garoto.
A mãe de dois alunos da mesma escola, que não quis se identificar, disse que as meninas começaram a se "estranhar" dentro da unidade de ensino na última terça.
“Na hora da saída elas começaram se bater. Foi do portão para fora que começou a pancadaria. As duas são alunas da mesma sala. O motivo da briga eu sei: é por causa de menino”, disse a mãe dos estudantes.
Ainda de acordo com a mulher, que testemunhou toda a confusão, foi a mãe da adolescente que levou a facada que separou a briga. A garota que aplicou o golpe deixou o local sem ferimentos.
Sobre o que viu ao buscar os filhos na escola, ela se mostrou desolada e revelou sentir "impotência". "Saio para trabalhar crendo que meus filhos estão seguros na escola. Mas, infelizmente, não é o que acontece. Infelizmente, não consigo mudar meus filhos de escola agora. Só peço a proteção de Deus para que eles possam estudar sem ser vítimas”,disse.
EDUCAÇÃO - Em nota, a Secretaria de Educação (Seduc), informou verificar uma eventual "conduta irregular". Caso a situação seja confirmada, a prefeitura disse que "as alunas serão submetidas ao Conselho de Escola para eventual aplicação de sanção disciplinar".
Além disso, segundo a administração, o caso será encaminhado para o Conselho Tutelar para que as adolescentes recebam acompanhamento. A Seduc informou que as famílias das estudantes recebem acompanhamento por parte do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).
A Seduc informou que realiza diferentes ações nas escolas municipais para disseminar a cultura da paz e citou como exemplo os "círculos restaurativos" promovidos com o suporte dos pedagogos comunitários. "Os encontros têm a finalidade de fomentar o respeito ao próximo, priorizando a realização de uma escuta efetiva e afetiva".
O órgão destacou ainda contar com três psicólogos escolares que percorrem as unidades de ensino para conversar com os alunos, pais, responsáveis e funcionários das unidades, para tratar de assuntos como bullying e agressividade.