Polícia IDENTIFICANDO
Polícia pede prisão de envolvido no linchamento provocado por fake news;um se apresentou
Osil teve a morte encefálica [parada de todas as funções do cérebro] confirmada no último domingo (7) pelo Hospital Santo Amaro (HSA), também no município;agressores identificados pela Polícia
09/05/2023 18h57
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
O corpo de Osil foi sepultado nesta terça,9, em Guarujá/Foto:Reprodução/BOM DIA

A Polícia Civil pediu a prisão temporária de Douglas William Santos da Silva, suspeito de participar do espancamento de Osil Vicente Guedes, morto após as agressões e vítima de notícias falsas sobre ter roubado uma moto. Conforme apurado pelo g1 nesta terça-feira (9), o homem é ex-cunhado da mulher de Osil. Ele prestou depoimento no 2º DP de Guarujá, no litoral de São Paulo, e afirmou não ter participado do ato de violência.

 

Osil teve a morte encefálica [parada de todas as funções do cérebro] confirmada no último domingo (7) pelo Hospital Santo Amaro (HSA), também no município. A Polícia Civil investiga o crime e, além de Douglas, já identificou outros dois suspeitos de participar do espancamento.

 

 

Ao g1, o advogado de Douglas, Valdemir Batista Santana, reforçou a versão dada pelo homem à polícia. Segundo ele, o cliente foi ao local das agressões "com a intenção de separar o que estava acontecendo, pois ficou indignado".

 

O advogado acrescentou que, neste caso, considera a prisão temporária como algo "prematuro e desnecessário", uma vez que o homem teria comparecido à delegacia "espontaneamente e com o objetivo de esclarecer" as cenas do espancamento, situação que, ainda de acordo com o ele, poderia dar a conotação de algo – a participação nas agressões.

 

Santana ressaltou que Douglas também entregou à polícia o próprio celular com a senha. "A prisão não é necessária porque ele está colaborando com a apuração dos fatos", concluiu.

 

 O CASO - A vítima foi espancada por um grupo de pessoas entre a Rua Tambaú e a Avenida Oswaldo Cruz, em Vicente de Carvalho, em Guarujá, na tarde do dia 3 de maio. Testemunhas relataram à PM que gritos de "pega ladrão" foram direcionados a Osil. Um motorista flagrou o momento das agressões.

 

O dono do veículo informou à Polícia Militar ter emprestado a motocicleta para Osil antes das agressões acontecerem. Segundo o homem, ele era uma pessoa "trabalhadora" e que "não se metia em confusão".

 

Osil sofreu um traumatismo craniano por conta das agressões. O Hospital Santo Amaro (HSA) informou que o paciente teve uma morte encefálica [parada de todas as funções do cérebro] no dia 6 de maio e a morte foi confirmada no dia seguinte.

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o caso inicialmente foi registrado como "lesão corporal" no 2º Distrito Policial (DP) de Guarujá, porém, acabou modificado para "homicídio" após a morte de Osil.

 

O irmão de Osil disse em depoimento aos policiais do 2º DP de Guarujá que a vítima havia 'tomado uma surra' a mando da mulher dele um dia antes das agressões.

 

Ele contou, ainda, ter tido acesso ao celular de Osil e que há uma mensagem de voz dele falando que ele teve uma briga com a esposa, que é psicóloga.

 

IDENTIFICADOS - A Polícia Civil identificou três suspeitos de terem agredido Osil. Um deles se apresentou na delegacia e prestou depoimento. O homem disse ser ex-cunhado da mulher de Osil negou ter dado 'paulada' ou espancado a vítima.

 

Douglas William Santos da Silva foi reconhecido pela Polícia Civil com base nos vídeos em que a vítima aparece sendo espancada.