Uma cobra d'água atacou e mordeu uma bebê de apenas um ano. Por causa do acidente, a criança ficou internada por por duas semanas no Hospital Santo Amaro, em Guarujá, litoral sul de São Paulo.
O pai da criança, o eletricista naval Luis Barreto Baptista, de 29 anos, disse que o réptil, uma cobra d'água atacou a menina "em um raro momento em que a criança estava sozinha em um dos cômodos da residência.Vi a cobra dando o bote", contou.
A cobra mordeu o dedo indicador da mão direita da menina, dentro da casa da família, na Rua Paulo Orlandi, na Vila Santo Antônio, no último dia 18 de março. A criança foi levada imediatamente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e, depois, transferida ao Hospital Santo Amaro (HSA), onde ficou internada. Ela já recebeu alta. O animal, por sua vez, não é considerado venenoso.
O pai relatou que a situação aconteceu rapidamente. "Minha filha costuma engatinhar atrás de mim pela casa. Decidi dar um banho nela e busquei uma toalha. Achei estranho que ela não me acompanhou. Voltei rapidamente e vi a cobra dando o bote e, depois, indo para trás da geladeira, já se preparando para atacar novamente".
Baptista disse que matou a cobra dentro da própria casa e, na sequência, colocou o animal dentro de um pote de vidro. Ele levou a criança e o recipiente com a cobra à UPA e, depois, ao hospital.
Segundo o homem, foi a primeira vez que uma serpente entrou na residência, situação que ele atribui à uma medida da Prefeitura de Guarujá na região onde mora. Além disso, Baptista disse ter passado por diversos problemas em relação à identificação do réptil já no Hospital Santo Amaro.
De acordo com Baptista, cobras passaram a aparecer onde ele mora após o processo de desocupação e demolição de casas irregulares na área, feito pela Prefeitura de Guarujá. A Prefeitura informou que uma equipe do Grupamento de Defesa Ambiental, da Guarda Civil Municipal (GCM), vai até o local nesta quinta,6, para averiguar a situação.
O pai da menina afirmou também que, por conta da suposta demora na identificação do animal - que havia sido entregue dentro do pote de vidro aos responsáveis no hospital -, ele decidiu recuperar a cobra e tentar descobrir a espécie por conta própria.
O homem levou o animal até o Instituto Butantan, na capital paulista. No local, ele recebeu um laudo que descreve a serpente como uma Erythrolamprus Miliaris, popularmente conhecida como cobra d'água.
Ainda de acordo com Baptista, o laudo foi entregue à pediatra responsável pelos cuidados da menina no HSA. A criança recebeu alta na última sexta,31. O pai dela, porém, disse que em um exame de sangue da filha ainda havia resquícios de uma suposta infecção pela mordida do animal.
O homem afirmou que, atualmente, a filha está melhor, sem febre e vômito, sintomas que teve anteriormente, após a mordida da cobra. Preocupado, ele comentou que vai "correr por fora", em médicos particulares, para ter certeza de que não há mais qualquer tipo de problema.
O Hospital Santos Amaro, por meio de nota, informou que a criança foi atendida por uma pediatra que constatou lesão compatível com mordida de cobra. "[A menina] não apresentou alterações que sugerissem envenenamento. Foi medicada com antialérgico e foi acionado o médico do município, responsável por ocorrências com animais peçonhentos. O especialista avaliou e concluiu que a espécie conhecida como 'cobra d' água' foi responsável pela lesão e que não seria espécie venenosa".
O HSA relatou também que, durante o período de internação, a criança apresentou febre e foi medicada. O hospital também realizou exames laboratoriais e aplicou antibióticos. De acordo com a unidade de saúde, a menina recebeu alta em "perfeita condição de saúde".