Saúde PROTEÇÃO REFORÇADA
Prefeitura de Santos começa vacinação quem tem HIV e Aids; meta é proteger contra "varíola dos macacos"
Segundo a prefeitura, o Governo de São Paulo enviou uma lista com o nome de 49 pessoas que devem receber o imunizante em Santos.
01/04/2023 20h45 Atualizada há 3 anos
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
A proteção aos pacientes com HIV e Aids já começou/Foto: Reprodução/BOM DIA

A Prefeitura de Santos, no litoral sul de São Paulo, já iniciou a vacinação contra Mpox -  - pessoas com mais de 18 anos que tenham HIV e Aids. O público tem atenção especial.

 

 

Segundo autoridades da Saúde,só receberão as doses aqueles que tiverem a contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. A condição deixa o sistema imunológico menos capaz de combater determinadas infecções.

 

 

Os profissionais que trabalham diretamente com Orthopoxvírus [a família do vírus da Mpox] em laboratórios com nível de biossegurança 3 (NB-3), de 18 a 49 anos de idade também serão vacinados.

 

 

DOSE DUPLA - O esquema de vacinação contra a Mpox é de duas doses com intervalo de 30 dias. É necessário ter se imunizado com, no mínimo, três doses da vacina contra Covid-19 e estar há um mês sem tomar qualquer outro tipo de imunizante.

 

 

As aplicações acontecem de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h, no Centro de Controle de Doenças Infectocontagiosas (CCDI) da cidade, na Rua da Constituição, 556, Vila Mathias.

 

 

Segundo a prefeitura, o Governo de São Paulo enviou uma lista com o nome de 49 pessoas que devem receber o imunizante em Santos.

 

 

O CCDI está responsável por entrar em contato para agendar a data de vacinação. As pessoas que se enquadram nos critérios e não foram notificadas podem comparecer no local e apresentar o documento com foto.

 

 

NOVO NOME -  A mpox era chamada de varíola dos macacos porque foi identificada pela primeira vez em colônias de macacos, em 1958. Só foi detectada em humanos em 1970.

 

 

Entretanto, o surto mundial do ano passado não tem relação nenhuma com os primatas - todas as transmissões identificadas foram entre humanos.

 

 

Por causa disso, no ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um processo de consulta pública para encontrar um novo nome para a doença e assim combater o racismo e estigma provocado pelo nome. Durante o processo, foram ouvidos vários órgãos consultivos até chegar no termo "mpox" (do inglês, "monkeypox").