Cidades Só parece
Mais peixes com "cara" de cobra assustam banhistas em praias de Santos; correria e curiosidade entre turistas
Outros peixes com "jeitão" de cobras foram vistos por vários turistas que se banhavam, agora à tarde, em praias dos canais 2 e 4, no sábado. Uns diziam que eram cobras que rastejavam na areia; santistas, que já comhecem, acalmavam, dizendo que eram peixes. Na dúvida, os visitantes corriam.
24/07/2022 09h02 Atualizada há 4 anos
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
O Congro, dependendo da espécie pode chegar a três metros de cumprimento/Foto Divulgação.

O aparecimento de outros peixes parecidos com cobras causou novo alvoroço entre banhistas que estavam, na tarde deste domingo, 24, nos canais 2 e 4, em Santos. Eles foram vistos em movimento, o que provocou correria e espanto.

 

O biólogo marinho Douglas Rey explicou que são peixes da espécie Congro. Neste ,24, um banhista que registrou as imagens acreditava ser uma cobra, mas disse ter sido informado de que era uma Anêmona (animal invertebrado). Ele disse que a confusão entre os congros, cobras e outras espécies, como moreias e enguias-do-mar é muito comum.

CAIPIRA – Moradora de Presidente Venceslau, a manicure Sandra Palhares de Oliveira, 33 anos, pela primeira vez na praia, disse que quando viu o Congro teve medo.”Eu quase pisei naquela coisa rastejante. Pensei ser cobra venenosa”, disse, por telefone, ainda assustada. “A gente é caipira, sempre morei na roça e nunca tinha vindo na praia”, explicou.

 

O advogado Antônio César de Medeiros,44 anos, de São Caetano do Sul, também disse ter ficado impressionado ao ver o Congro. “Olha, conheço o mar e sei de seus mistérios, mas nunca tinha me deparado com um deles”, disse sorridente. O motorista Cláudio dos Santos Piva, 28 anos, do interior baiano, contou que quando viu o Congro procurou um pedaço de madeira para ajuda-lo a volta para o mar. “Eu não fiquei com medo porque estou acostumado a encarar cobras de verdade”, contou.

 

 

 

 

O biólogo disse que o animal é encontrado em águas mais profundas escondido em finas camadas de areia. Ele acredita que os peixes chegaram nas praias após o descarte de pesca de arrasto.É comum os pescadores descartarem espécies que não interessam ao mercado. Eles ficam na areia, informou Rey. Alguns desses peixe estavam mortos e foram retirados pela Secretaria de Serviços Públicos (Seserp).