Polícia SEXO CONSENSUAL
Advgada diz que motorista acusado de estupro procurou polícia antes da vítima;ele nega crime
A advogada disse acreditar que tudo será esclarecido. "Acreditamos [que a Justiça] seja feita em breve com a comprovação da inocência do declarante"
02/03/2023 14h20 Atualizada há 3 anos
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
Esposa do motorista acusado de estupro, numa rede social, defenedeu o marido e pediu ajida/Foto:Reprodução

Diferente do que já se divulgou pelas redes sociais, o motorista de aplicativo acusado de estuprar uma passageira de 17 anos, em Santos, no litoral sul de São Paulo, procurou a Polícia antes da própria vítima registrar sua queixa com a acusação. Ao BOM DIA, a advogado do acusado, Juliana Terras reafirmou que não houve estupro e que a relação foi consesual. Ele procurou a Polícia para registrar a contestação. Juliana Terras ressalta que a esposa do rapaz não negou os fatos, apenas atestou a confiança que possuí na índole do marido, o que "deixa claro não ser ele um estuprador", frisa. 

 

Em nota oficial (veja íntegra abaixo), a advagada lamenta a proporção que o caso tomou e destaca os riscos que o motorista e sua família estãoi correndo depois que a exploração do caso ganhou espaço nas redes sociais. Terras não entrou em detalhe sobre a linha de defesa a ser executada, alegando que o caso corre em segredo.

Em uma rede social, a esposa do motorista acusado, que estava grávida, defende o rapaz."Eu conheço a índole do meu marido e ele estava trabalhando. Não estava em farra. [O companheiro] não estava de graça com ninguém, apenas indo atrás do nosso sustento", disse. Ele, porém, admite a relação sexual com a garota, observando que teria sido "consensual".

A advogada afirmou que o motorista é plenamente capaz de comprovar as alegações prestadas à Polícia Civil e registradas em Boletim de Ocorrência (BO). No documento, ele negou ter cometido estupro e afirmou ter feito sexo consensual com a adolescente de 17 anos.

Juliana destacou o momento delicado e pediu cautela e consideração à família do motorista, principalmente à esposa, que é puérpera [deu à luz na última terça-feira, 28]. Segundo a defesa, todos têm sido ofendidos. "Pede-se respeito nesse momento delicado, de modo que a situação possa ser conduzida da forma que se deve, perante à Justiça".

A advogada disse acreditar que tudo será esclarecido. "Acreditamos [que a Justiça] seja feita em breve com a comprovação da inocência do declarante".

SEGREDO - Segundo a advogada, o inquérito policial corre em segredo de justiça para preservar a imagem e identidade da passageira, que é menor de idade.

"A defesa não irá se manifestar com mais detalhes, deixando claro, contudo, que todas as medidas processuais cabíveis estão sendo tomadas para a solução célere do caso", finalizou.

EXAME - A adolescente de 17 anos afirmou ter sido estuprada pelo motorista de app enquanto fazia uma corrida em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo apurado pelo g1, a jovem realizou exame no Instituto Médico Legal (IML) e comprovou uma ‘conjunção carnal recente’. O motorista registrou um boletim de ocorrência sobre calúnia e ameaça e deu sua versão sobre o ocorrido.

O pai dela relatou, na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, que estava indo trabalhar, por volta das 7h, quando a filha ligou para ele e contou o que havia acontecido.

A jovem relatou ao pai que, durante o percurso de volta para a casa, o motorista começou a mostrar para ela conteúdo sexual similar ao publicado na plataforma ‘onlyfans’. Ele teria afirmado que tem um perfil neste site e teria sugerido que eles produzissem um conteúdo parecido.

Assim que a menina foi deixada em casa, já no início da manhã, ela teria ido até uma farmácia comprar uma pílula do dia seguinte e ligado para o pai, que imediatamente a acompanhou à DDM.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o caso citado é investigado como estupro de vulnerável e ameaça na DDM de Santos. A autoridade policial aguarda o resultado de exames periciais para análises e esclarecimento dos fatos.

A SSP-SP não informou a versão do investigado e disse que maiores detalhes serão preservados por envolver crime sexual e com menor de idade.

Nota oficial emitida pela advogada Juliana Terras, que defende o motorista acusado - 

"Nota de esclarecimentos

 

Diante da proporção midiática que tomou um fato havido na madrugada do dia 25 de fevereiro último, segundo o qual, Vinicius Vieira e sua família têm tido expostas a sua vida privada e a sua segurança, vem o primeiro, por meio de sua assessoria jurídica, prestar os devidos esclarecimentos. 

 

No tocante à injustas acusações de estupro de vulnerável que está sofrendo, Vinicius Vieira se declara INOCENTE, sendo plenamente capaz de comprovar as alegações constantes do boletim de ocorrência registrado perante o 7o Distrito Policial de Santos.

 

Em se tratando de inquérito policial que corre em segredo de justiça, e também para preservar a imagem e identidade da pessoa menor de idade envolvida, a defesa não irá se manifestar com maiores detalhes, deixando claro, contudo, que todas as medidas processuais cabíveis estão sendo tomadas para a solução célere do caso.

 

Ao contrário do vem sendo divulgado, a esposa do acusado não atestou sua fidelidade em publicação na rede social Instagram, mas sim atestou a confiança na índole de seu marido, no que a defesa também acredita e deixa claro não ser ele um estuprador.

 

Publicações e divulgações fora de contexto e que não condizem com os fatos apresentados à autoridade policial nada mais são do que especulações irresponsáveis que colocam em risco a saúde mental e física de todos os envolvidos e de suas famílias, sobretudo da esposa do aqui declarante, que vem sendo ininterruptamente importunada e ofendida em pleno estado de puerpério.

 

Dessa forma, pede-se respeito nesse momento delicado de modo que a situação possa ser conduzida da forma que se deve, perante a Justiça.

 

Justiça que acreditamos seja feita em breve com a comprovação da inocência do declarante no que diz respeito à acusação de abuso sexual.

 

Certo de que tudo estará esclarecido em breve, deixa o declarante registrado seu repúdio à cultura de abuso contra mulheres, o que, no presente caso, jamais ocorreu.

 

Santos, 1 de março de 2023."