Polícia FICHINHA, MATSUNAGA
Condenada por matar e esquertejar o marido, Elize Matsunaga, agora, em Sorocaba, é acusada de falsificar documento
Em manuscrito de livro, Elize Matsunaga conta que tem homens que a pedem em casamento;ela está livre
28/02/2023 19h44
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
Elize Matsunaga ficou assustada ao ser detida com documento falso;já matou e esquertejou/Foto:Marcel Snicocca/g1 - Wilson Araújo/ TV Vanguarda

Acusada de falsificação de documento, Elize Matsunaga, condenada a 16 anos por matar e esquartejar o marido em 2012, está sendo investigada em Sorocaba. O documento teria sido falsificado, em nome de terceiros  para tentar limpar a ficha criminal dela para um trabalho em um condomínio na cidade.

"Ela é uma pessoa nacionalmente conhecida. O nome dela gera um conhecimento, um impacto. Ela usou desse artifício, sim, para tentar burlar a fiscalização, para burlar o controle de acesso desse condomínio", afirmou o delegado Acácio Leite.

Questionada, a defesa de Elize nega a adulteração do documento e, em depoimento, ela disse que foi a empresa onde ela trabalhava que falsificou o atestado de antecedentes.Elize cumpre liberdade condicional desde maio do ano passado e foi detida em Sorocaba nesta segunda,27.

Elize Matsunaga, presa há 10 anos por matar o marido, conta em manuscrito de livro que recebe cartas com pedidos de casamento.Elize Matsunaga, em liberdade condicional, diz acreditar que marido assassinado a perdoou pelo crime. Ela está livre, sem namorado e administra pedidos de casamento.

Segundo a polícia, o carro dela foi monitorado quando ela deixou Franca, cidade onde atualmente mora e trabalha como motorista de aplicativo. Ela foi abordada quando acessou a Avenida Dom Aguirre. Na delegacia, ela foi informada de que estava sendo indiciada por uso de documento falso."Ela estava muito nervosa, sem saber o que estava acontecendo. Nem o carro dela ela tinha condições de dirigir", disse o delegado.

No 8º Distrito Policial, em depoimento,  Elize contou que foi a empresa onde ela trabalhava que falsificou o atestado de antecedentes criminais dela, para que ela pudesse ingressar em um dos condomínios para o qual prestava serviço.Segundo a Polícia, foram três falsificações no documento: nome, QRcode e chave de acesso do atestado de antecedentes criminais.

Mesmo assim, o delegado informou que Elize será investigada pelo crime e que a empresa onde ela trabalhava em Sorocaba ainda não foi ouvida pelos policiais.Para crime de uso de documentos falsos não cabe prisão e o juiz de Execuções é quem vai definir o futuro da ex-detenta.

 

SOROCABA - No final do ano passado, Elize participou de um processo de contratação para uma empresa que atua em condomínios de Sorocaba.

De acordo com a investigação,ela teria alterado os dados do documento de outro funcionário e o utilizado para ingressar em um dos condomínios onde prestava serviço, na região do bairro Wanel Ville, na zona oeste dacidade.

Na operação realizada nesta segunda,27, dois atestados foram apreendidos e encaminhados para perícia. Depois  do procedimento ela poderá ser chamada novamente para depor.

De acordo com o delegado, Elize ficou por pelo menos dois meses em Sorocaba. Ela trabalhava na supervisão e contato com moradores em uma empresa de pintura, como "uma espécie de gerente", e passou por pelo menos cinco condomínios em várias regiões da cidade.

A Polícia Civil disse que Elize escolheu Sorocaba para trabalhar porque tem pessoas conhecidas na cidade. No entanto, o quarto onde ela morava na cidade já está desocupado e a residência de Elize oficial, atualmente, é em Franca.

DIZ A DEFESA - O advogado de Elize, Luciano Santoro, usa a versão da cliente, negando o uso de documento falso."Nem teria qualquer motivo para tanto, já que seu processo não transitou em julgado e ela poderia ter a certidão de antecedentes sem apontamentos",disse.