Política Burocracia impede
Depois de um ano, Prefeitura de Santos não conseguiu responder sobre abuso sexual infantil
Depois de receber ofício, no ano passado, sobre abuso sexual de crianças e adolescentes, exigindo relatório sobre o tema, Prefeitura ainda não tem um balanço.
20/07/2022 18h54 Atualizada há 4 anos
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
Em escola de Santos, segundo Comissão de vereadores, meninas foram assediadas/Foto:Campanha da Câmara Municipal de Itapevi, SP

A Prefeitura de Santos admitiu que há um ano recebeu ofício da comissão de vereadores que investiga denúncias sobre abuso sexual de crianças e adolescentes, solicitando relatório sobre o assunto, mas até hoje Tal levantamento está sendo feito pelas pastas citadas”.

 

O ofício 96/2021 foi enviado no dia 20 de abril do ano passado, pois os vereadores da comissão constataram vários casos de crianças abusadas por um professor que já havia praticado o mesmo crime no Espírito Santo e cidades da Baixada.

 

No documento, a vereadora Débora Camilo (PSOL) faz um relato detalhado de casos envolvendo um professor da rede municipal que teria assediado ao menos duas meninas na escola. Enviado à Prefeitura, o documento ainda não surtiu efeito.

 

Sobre o assunto, por nota, a Prefeitura respondeu:” O referido ofício (Nº 96/2021), encaminhado pela Comissão Especial de vereadores ao Executivo, não trata de denúncia específica, e sim de solicitação de relatórios e estudos das Secretarias de Assistência Social (Seds), Educação (Seduc) e CMDCA, no que diz a respeito à violência sexual contra crianças e adolescentes. Tal levantamento está sendo feito pelas pastas citadas.”

 

A Prefeitura ainda informou que realiza trabalho de combate á violência sexual contra crianças e adolescentes. “A Prefeitura realiza amplo trabalho de combate à violência por meio da Comissão Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil”, diz.

 

A vereadora Débora Camil ainda apresentou outra demanda ao governo de Rogério Santos (PSDB) sobre a dificuldade que mulheres estariam tendo para ter acesso ao dispositivo contraceptivo DIU e laqueadura. Em resposta a Prefeitura rebateu, afirmando que o atendimento tem sido normal.

 

“A Secretaria de Saúde de Santos informa que os acessos ao dispositivo DIU e à laqueadura seguem normalmente na rede municipal. No ano passado, foram registradas 42 laqueaduras. Este ano, foram realizadas 44 laqueaduras até o dia 30 de junho. Quanto ao DIU, foram inseridos 204 somente este ano”, afirma a assessoria.