Cidades CANNABIS DO BEM
São Vicente abre inscrição para quem precisa de remédio à base canabidiol
O município segue o que determina lei sancionada no final de janeiro pelo governador de São Paulo
14/02/2023 05h41
Por: Redaçâo Local
Uso dos medicamentos à base de canabidiol está liberado no Estado de São Paulo/Foto:Reprodução

Em São Vicente,litoral sul de São Paulo, o Instituto Articulação de Tecnologias Sociais e Ações Formativas (Adesaf), através do Núcleo de Políticas e Ações sobre Drogas (Nupad), realiza o 1º encontro de acolhimento de cannabis medicinal. O evento acontece duas semanas após o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) ter sancionado uma lei que garante o fornecimento gratuito de medicamentos à base de canabidiol pelo SUS. O ato do governador foi no dia 31 de janeiro.

 

O evento é destinado somente a moradores da cidade que tenham ou sejam familiares de pessoas com epilepsia, síndromes epilépticas e transtorno do espectro autista, condições em que o medicamento, comprovadamente, diminui as consequências clínicas e sociais. 

 

O encontro acontece na quarta-feira,15, às 14h, na sede da instituição, na Rua Guarany, 70, no bairro Parque São Vicente. No evento, segundo a prefeitura, serão apresentadas ações do Nupad e informações sobre possíveis tratamentos à base de cannabis.

 

A LEI - No dia 31 de janeiro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou a lei que garante a distribuição gratuita de medicamentos à base de canabidiol em unidades do SUS. Da mesma forma que os demais remédios, só serão entregues aos pacientes mediante receita médica em UBSs e hospitais. A lei ainda precisa ser regulamentada.

 

A ideia é permitir o acesso a remédios à base de cannabis a pacientes "portadores de doenças que comprovadamente o medicamento diminua as consequências clínicas e sociais das patologias". Além de "adequar a temática do uso da cannabis medicinal aos padrões de saúde pública estadual mediante a realização de estudos e referências internacionais".

 

O texto da lei cita, ainda, o intuito de diagnosticar e cuidar de pacientes cujo tratamento com a cannabis medicinal possua eficácia ou produção científica que incentive o procedimento. Ele visa também promover políticas públicas de debate e fornecimento de informação a respeito do uso da medicina canábica.