Política VIOLÊNCIA POLÍTICA
TOR prende suspeito de atentado contra jornalista e candidata a prefeita;crime foi 2020
Mais um suspeito de tentar mata a jornalista Solange Freitas, então candidata a prefeita de São Vicente;cinco tiros contra vidro do carro
06/02/2023 11h04 Atualizada há 4 anos
Por: Redaçâo Local Fonte: Jair Viana
Carro de Solange Freitas foi atingido por cinco tiros/Foto:Arquivo

O Tático Ostensivo Rodoviário (TOR), equipe de elite da Polícia Rodoviária Estadual,prendeu Diego Nascimento Pinto, suspeito de ser um dos integrantes do grupo que em novembro de 2020 tentou matar a jornalista Solange Freitas (ex-TV Tribuna/Globo de Santos), à época, candidata a prefeita de São Vicente, litoral sul de São Paulo. O carro dela foi atingido por vários tiros. Ela não chegou a ser ferida. O crime, segundo Solange teria motivação política.

 

Segundo a polícia, o suspeito foi encontrado na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em Praia Grande. A equipe Tática da Polícia Rodoviária estava realizando um patrulhamento na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na altura do Km 302, em Praia Grande, quando o motorista de um veículo percebeu a aproximação da viatura, mudou de faixa de rolamento, facilitando a abordagem.

 

Ao  realizar busca pessoal e vistoria do veículo e nada de ilícito sendo encontrado, quando questionado sobre os documentos pessoais, Diego Pinto declarou que não estava com eles e informou os números verbalmente.

 

Durante consulta, os policiais descobriram que ele era procurado da Justiça pelo crime de homicídio tentado contra a então candidata à prefeitura de São Vicente, Solange Freitas.

 

O sub-tenente da PM Gilberto Amorim disse que Diego confessou ter participado do atentado. "Em nenhum momento ele resistiu". Ele também era procurado pelo crime de porte ilegal de arma de uso restrito. O homem foi detido e encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande, onde o caso foi apresentado.

 

Agora,a deputada estadual Solange Freitas, disse que não é fácil relembrar do atentado. "Toda vez que tem algo novo sinto um aperto no coração, [mas] ao mesmo tempo fico aliviada porque a verdade vai aparecendo. Tenho esperança que ele revele o nome do mandante".

 

Freitas escreveu o livro 'Um inimigo chamado poder', onde conta o que passou com o atentado durante o período eleitoral . "Cada vez que um é punido tenho mais certeza de que a justiça será feita de uma forma completa".

 

O CASO - Solange Freitas e outras quatro pessoas passavam pela Avenida Monteiro Lobato, na Vila Voturuá, por volta das 10h30 do dia 11 de novembro, quando um motociclista se aproximou do veículo e atirou na direção da janela do passageiro. Após disparar, o condutor acelerou a motocicleta e fugiu.

 

O foco era onde eu sento, que é geralmente na frente”, explicou Solange,à época. Ela acredita que alguém estava seguindo o carro em que estavam. “Não vejo outro motivo a não ser política. Para quê iam fazer isso? Não imaginava que ia chegar a isso. Não é um ataque só a mim. Eles querem que eu desista, mas eu não vou”, disse após o ocorrido.

 

Um policial militar rodoviário foi preso em novembro de 2020, suspeito de envolvimento no atentado. O PM teve a prisão temporária decretada pela Justiça e foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, na Capital. Conforme apurado pelo g1, ele não seria o atirador.

 

Um homem de 33 anos chegou a se apresentar na Delegacia Sede de São Vicente dias após o crime, alegando ser o autor do atentado contra a candidata. Porém, a Polícia Civil alegou que ele é um falso suspeito, pois as versões apresentadas pelo rapaz não correspondem com as investigações.