Inaugurada recentemente, a passarela de pedestres de acesso às barcas que fazem a travessia entre Santos e Vicente de Carvalho, Distrito de Guarujá, no litoral sul de São Paulo, recebe críticas dos usuários que diariamente precisam passar pelo local.
A chiadeira envolve problemas nos elevadores, escadaria íngreme e pouca acessibilidade para quem utiliza bicicletas. A estrutura foi inaugurada no último dia 16 de janeiro. Outro problema é para quem tem mobilidade reduzida.
Quando o elevador não está funcionando, como é o caso, as pessoas com dificuldade de locomoção são obrigadas a atravessar a Rua Antônio Prado, que tem muito fluxo de veículos e, ainda, uma linha férrea para chegar à passarela.
Quem usa bicicleta diz que sofre, pois precisa carregar o veículo pela escadaria que é íngreme, e que a canaleta instalada para auxiliar o transporte de bicicletas não ajuda.
"Péssimo, uma falta de respeito com todos os brasileiros, afinal, somos nós que pagamos os impostos", disse uma usu[aria que utiliza a passarela diariamente.
Responsabilidade
OUTRO LADO - A autoridade portuária, responsável pela manutenção da passarela, diz que os elevadores estão em manutenção corretiva e que a guarda portuária está no local para auxiliar quem necessita atravessar pela via. A Santos Port Authority (SPA) disse, também, que não é responsável pelo projeto.
A SPA argumerntou ainda que apenas analisou as possíveis interferências nas atividades portuárias, e que o projeto foi submetido aos órgãos municipais. A autoridade portuária destacou que assumiu a manutenção da passarela a partir de sua doação, ocorrida no último dia 16 de janeiro.
PREFEITURA - Em nota, a Prefeitura de Santos informou que "o novo acesso foi implantado por obrigação da concessionária que administra o sistema ferroviário que serve ao Porto, junto à agência reguladora, para eliminação da passagem em nível".
O governo de santos disse, ainda que a estrutura foi doada pela empresa à Autoridade Portuária, após análise e aprovação dos órgãos competentes.
"Os transtornos causados em decorrência da paralisação do elevador estão sendo sanados através de contrato de manutenção do equipamento assumido pela SPA e devidamente registrado na coordenadoria responsável da municipalidade",destaca a nota.
A prefeitura destacou, ainda, que coube ao município verificar o atendimento da legislação que disciplina o uso do espaço aéreo, os aspectos referentes ao patrimônio histórico e autorização de instalação do elevador para atendimento preferencial de pessoas com mobilidade reduzida.