Na contramão de vários municípios, Santos, no litoral sul de São Paulo, teve queda de 92% no registro de casos dengue e 95,8% nos de chikungunya em 2022 - ambas doenças têm como vetor [transmissor] o mosquito Aedes aegypti. Os dados, preliminares, foram divulgados pela Prefeitura e levam em conta os registros de 2021 como comparativo.
Segundo esses dados, no muncíío, foram registrados 353 casos de dengue e 303 de chikungunya, enquanto em 2021 4.461 e 7.373 pessoas foram infectadas pelas doenças.
As autoridades da Saúde em Santos, ressaltam, ainda, que, em 2022, não há registro de mortes por arboviroses, que são as doenças disseminadas pelo Aedes aegypti, como dengue, zika, chikungunya e a febre amarela.
No ano passado, a cidade realizou 26 mutirões de combate ao mosquito, fazendo vistoria de 55.249 imóveis de diversos bairros e eliminando 1.546 focos de larvas de mosquitos. A Secove ainda promoveu ações em pontos estratégicos, com 1.447 vistorias em locais cadastrados com fortes indícios da presença do inseto, como borracharias, ferros-velhos e pátios de veículos.
Neste ano, sem dar trégua ao Aedes, a Prefeitura já colocou nas ruas um verdadeiro “esquadrão” contra o mosquito, realizando o primeiro mutirão entre quarta-feira,4 e este sábado,7, com mais de 2 mil imóveis vistoriados em nos bairros José Menino e Pompéia. Ao todo, 87 focos com larvas foram encontrados e eliminados em ralos externos, piscinas, baldes e pratos de plantas.